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Fora de série, Paulo Vieira aparece em cinco programas da Globo em um ano

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

08/06/2020 12h30

"Tá tudo dominado", poderia dizer Paulo Vieira. O ator estreou neste domingo (07) um quadro novo no "Fantástico", chamado "Como Lidar?". É o quinto programa diferente em que este humorista fora de série atua no intervalo de pouco mais de um ano (veja o vídeo acima).

Paulo Vieira é um talento espetacular. Ficou conhecido no "Programa do Porchat" ao protagonizar o quadro "Emergente como a Gente" entre 2017 e 2018. Encerrado o talk show, foi logo contratado pela Globo.

Em abril de 2019, estreou como integrante do "Zorra", fazendo papeis variados. Em julho, apareceu na "Escolinha do Professor Raimundo", revivendo o Seu Fininho, papel que foi vivido por Andre Mattos.

Em outubro, Paulo estreou um quadro semanal no "Se Joga", uma versão recauchutada, com muito mais recursos do "Emergente como a Gente". Na minha opinião, "Isso É Muito a Minha Vida" era o que mais valia a pena ver no vespertino da Globo.

Em janeiro de 2020, Paulo Vieira surgiu, ao lado de Renata Gaspar, como um dos apresentadores do telejornal "Fora de Hora". O humorístico, feito pela mesma turma do "Tá no Ar", demorou para engrenar, mas estava achando o rumo quando foi obrigado a parar, em março, por cauda da pandemia do coronavírus.

"Como Lidar?" brinca justamente com o confinamento forçado pela pandemia. Em casa, Paulo mostrou no primeiro episódio algumas diferenças entre quarentena e loucura. Conversar com as plantas? Quarentena. Ouvir as plantas responderem? Loucura.

Numa entrevista ao UOL, agora em maio, ele falou sobre a força que transmite em seus programas de humor: a sinceridade.

"Pedir para eu não falar de pobreza é a mesma coisa que pedir para o Mano Brown cantar Bossa Nova. O que eu tenho de mais mais pessoal é o que interessa às pessoas. É o que mais se comunica com todo mundo, todo mundo já passou por isso. O povo brasileiro passou por isso. As pessoas se identificam com a realidade. Na verdade eu não entendi desde cedo que meu filão era pobreza, entendi desde cedo que meu filão era a sinceridade".

Como disse Fabio Porchat, que ajudou a dar visibilidade a Paulo Vieira no seu talk show na Record, "o céu é o limite para você. E conte comigo pro que precisar pra chegar lá. Até porque eu quero uma carona".

Mauricio Stycer