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Adriana Araújo fala de "discordância" no JR e lamenta falta de "despedida"

Adriana Araújo foi apresentadora do "Jornal da Record" por mais de uma década, entre 2006 e 2009 e de 2013 a 2020 - Reprodução / Internet
Adriana Araújo foi apresentadora do "Jornal da Record" por mais de uma década, entre 2006 e 2009 e de 2013 a 2020 Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

23/06/2020 21h24

Em um vídeo divulgado na noite desta terça-feira (23) em sua conta no Instagram, a jornalista Adriana Araújo comentou a sua saída do "Jornal da Record" sem direito a uma despedida nem aviso ao público.

"Despedidas são importantes pra gente fechar um ciclo bem e começar outro com boa energia, né? E estou passando aqui pra isso", disse ela no vídeo. "Me senti abraçada por todos os que me enviaram mensagens".

Adriana apresentou o JR por mais de dez anos e foi repórter do telejornal por outros quatro. Ela agora será apresentadora da próxima temporada do "Repórter Record Investigação", ainda sem data de estreia prevista. A repórter Christina Lemos assumiu o seu lugar no JR.

Nesta terça, a jornalista se despediu dos colegas de redação do JR: "Falei para os meus amigos na redação que é um ciclo que se fecha. E eu sinto que é o momento de abraçar novos desafios e começar um novo ciclo."

No vídeo, a jornalista também comentou sobre o fato de ter sido afastada do principal telejornal da emissora: "Tem gente que diz 'foi tirada', 'foi rebaixada', e eu de verdade não enxergo assim. Isso já aconteceu várias vezes na minha trajetória na TV".

Adriana lembrou, por exemplo, que comandava o JR quando foi substituída por Ana Paula Padrão, em 2009. A jornalista foi, então, foi designada correspondente da Record em Nova York, uma experiência que adorou.

"Nunca vou achar que ser repórter é rebaixamento. Pra mim essa é a essência da profissão de jornalista. É o fim de um ciclo e o começo de um novo caminho", disse.

Adriana sugeriu que o seu afastamento do JR ocorreu por causa de uma "discordância", mas não disse qual foi.

"Não tem trabalho sem perrengue, não tem trabalho sem desafio, sem discordância. Uma discordância momentânea não pode representar um... Não pode apagar o brilho de tanta coisa boa que eu vivi e construí ali."

No início de junho, Adriana Araújo fez críticas ao atraso e à falta de transparência na divulgação dos dados da pandemia do novo coronavírus pelo governo brasileiro. "É uma questão de saúde pública saber o que está acontecendo no Brasil agora. É muito importante para todos nós", disse Adriana.

Ao comentar o encontro com os colegas nesta terça, Adriana se emocionou ao dizer que não foi possível abraçar ninguém por causa da pandemia de coronavírus: "Eu sou muito muito grata por todas as oportunidades que o JR me trouxe e eu nunca vou esquecer."

Mauricio Stycer