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Fim do contrato para exibição de "Chaves" é uma boa notícia para o SBT

Após 36 anos, por problemas contratuais, o SBT deixará de exibir "Chaves"  - Reprodução / Internet
Após 36 anos, por problemas contratuais, o SBT deixará de exibir "Chaves" Imagem: Reprodução / Internet
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

31/07/2020 14h28

Gostaria de prestar solidariedade aos fãs de "Chaves", que de uma hora para a outra foram privados de ver a série no Multishow e no SBT. O culpado pela tragédia, tudo indica, está no México, a meio caminho entre a Televisa, que comercializava os direitos, e o Grupo Chesperito, dono das histórias.

Como diria algum empresário brasileiro com dotes de samurai, uma crise dessas pode ser vista também como grande oportunidade. Para o SBT, particularmente, que exibe "Chaves" há 36 anos, trata-se de uma enorme chance de inovar e surpreender.

Como todo mundo está cansado de saber, "Chaves" caiu no colo do SBT de brinde durante uma negociação de novelas mexicanas. Visionário, Silvio Santos enxergou algo que ninguém mais na emissora viu: aquela série simples, ingênua e precária iria cair no gosto do público da emissora recém-criada.

O fenômeno foi muito além do que o próprio Silvio poderia prever. "Chaves" continua dando audiência em 2020. Nestas mais de três décadas, a série se tornou uma muleta na programação, preenchendo buracos e ajudando a elevar as médias do canal.

Bem, é hora de dar adeus a esta muleta. É hora de esquecer que, na pior das hipóteses, sempre tem o Chaves para salvar as manhãs, tardes ou noites do SBT.

É chegado o momento de Silvio Santos ter outra visão genial, de encontrar algo que tenha a cara do SBT, mas não pareça tão velho. Algo que divirta, emocione, mas transmita a impressão de que a emissora está no século 21.

É com você, Silvio.

Mauricio Stycer