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Globo incorpora canais Globosat ao vivo em novo serviço de streaming

Imagem divulgada pela Globo para mostrar a diversidade de conteúdo do seu novo serviço de streaming - Divulgação
Imagem divulgada pela Globo para mostrar a diversidade de conteúdo do seu novo serviço de streaming Imagem: Divulgação
Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

31/08/2020 12h03

A Globo anunciou nesta segunda-feira (31) que a sua plataforma de streaming vai incorporar a programação ao vivo de 21 canais da Globosat. O novo produto, chamado "Globoplay + canais ao vivo", custará R$ 49,90 por mês e estará disponível já nesta terça-feira (01) para assinantes Globoplay. Novos usuários só poderão assinar o serviço em de outubro.

"Um marco para a Globo", disse Paulo Marinho, diretor de canais do grupo, em entrevista coletiva remota. "Simboliza e materializa uma virada", acrescentou.

Tanto Marinho quanto Erik Brêtas, diretor de produtos e serviços digitais, procuraram reforçar a ideia de que o novo serviço não é uma afronta às operadoras de TV por assinatura.

"Muita gente pergunta: 'mas as pessoas não vão sair da TV por assinatura e vão assinar este produto?' A gente acredita que este produto é muito mais para um outro tipo de público", disse Brêtas.

"Primeiro, para quem já saiu, uma parcela de assinantes, aquela classe C que num período de mais euforia do país, começou a consumir tudo e se viu de novo voltando à penúria. E para os 'cord nevers', os mais jovens, que nunca desenvolveram um relacionamento com a TV por assinatura e que estão no mundo do streaming", completou.

"A TV por assinatura atinge um outro perfil de público. A gente enxerga como ofertas complementares", reforçou Marinho. 'É importante também dizer que todo novo empacotamento que a gente oferecer na frente do Globoplay a gente oferece também para os nossos parceiros de distribuição", disse.

O atual serviço da Globoplay, hoje oferecido por R$ 22,90, continuará no mercado. O novo serviço acrescenta a programação ao vivo dos canais Multishow, Globonews, Sportv 1, Sportv 2, Sportv 3, GNT, Viva, Gloob, Gloobinho, Off, Bis, Mais Globosat, Megapix, Universal TV, Studio Univeral, SYFY, Canal Brasil e Futura.

Os conteúdos destes canais ficarão disponíveis para consumo on demand somente após seis meses.

O novo serviço oferece ao assinante o recurso de "cloud DVR", ou seja, a possibilidade de ver conteúdo anterior ao que está sendo exibido. Será possível ver até quatro horas para trás de programação linear dos canais Globosat, bem mais que os 90 minutos já oferecidos para o conteúdo da Globo ao vivo.

O valor de R$ 49,90 por Globoplay + canais ao vivo não inclui os canais Premiere, Telecine e Combate. Mas, assim como já ocorre com o Premiere, que desde o início do mês pode ser acessado pelo Globoplay para quem é assinante do serviço via internet, os assinantes do Combate pela internet também poderão assistir à programação do canal de artes marciais pelo Globoplay.

Já o Telecine continua sendo vendido em combo com o Globoplay básico por R$ 49,90. A empresa afirma que em breve vai oferecer também a possibilidade de combinar Telecine com o Globoplay + canais ao vivo.

Investimentos mantidos, diz Marinho

Questionado sobre os investimentos em tecnologia necessários para as operações atuais, Paulo Marinho disse que "estão todos mantidos". O executivo distinguiu estes investimentos em duas áreas, um para expandir a capacidade de produção e outro dirigido às soluções digitais.

Marinho lamentou que por causa da pandemia, vários projetos previstos para este segundo semestre foram adiados para o primeiro semestre de 2021.

"Se olhar os próximos quatro anos, já temos aproximadamente 40 projetos em discussão entre canais Globoplay num modelo de coprodução. Fora o que a gente já tinha planejado para a nossa grade. Os investimentos em conteúdo estão mantidos", afirmou.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL