Novelas

Além de Fausto Leitão, veja personagens que atores deletariam da carreira

Do UOL, no Rio

14/01/2017 04h00

Todo início de novela, atores e atrizes usam o velho clichê de que o personagem "é mais um presente" na carreira, mas com o decorrer da novela, a história muda de figura. No lugar de ser um prazer, o trabalho vira uma carga muito pesada.

Se isso já um problema para um artista novato, imagina para as estrelas veteranas da dramaturgia brasileira? Pois é, isso acontece, e muito. Veja a lista de alguns famosos que sofreram na pele essa situação e que tiveram motivos suficientes para deletar o personagem da vida.

Um papel para deletar da carreira

  • Imagem: João Cotta/Divulgação/TV Globo
    João Cotta/Divulgação/TV Globo
    Imagem: João Cotta/Divulgação/TV Globo

    Tarcísio Meira - Fausto em "A Lei do Amor"

    Que tal ficar deitado em uma cama sem se comunicar durante capítulos e mais capítulos de uma novela? Se um personagem assim já é complicado para um ator estreante, imagina para um astro da dramaturgia ler todos os dias no roteiro a seguinte marcação: imóvel. Tarcísio Meira vive esse drama em "A Lei do Amor"(2016) com Fausto Leitão, que seria o grande vilão da história, mas naufragou. O ator, que já foi chamado de "o galã da família brasileira" dá sinais de que anda cruzando os dedos para o personagem morrer logo na trama. O que vai acontecer em breve! Tarcisão não merecia isso, né?

  • Imagem: Tv Globo/Divulgação
    Tv Globo/Divulgação
    Imagem: Tv Globo/Divulgação

    Vera Fisher - Irina em "Salve Jorge"

    Humilhante. Foi assim que Vera Fisher classificou sua personagem em "Salve Jorge" (2013), uma gerente da boate que vivia sentada. Na época, a atriz ganhou uma campanha na internet, #levantaIrina, rebateu as afirmações de que a pouca movimentação de sua Irina atendia um pedido seu porque não queria aparecer acima do peso na tela. "Quero um papel à minha altura. Não precisa ser protagonista da trama, mas que tenha uma importância. Eu não faço nada, eu não existo", reclamou. Dizem que ela só não teve problemas lombares porque fazia alongamento nos intervalos das gravações.

  • Imagem: João Miguel Júnior/TV Globo
    João Miguel Júnior/TV Globo
    Imagem: João Miguel Júnior/TV Globo

    Marcos Caruso - Feliciano em "A Regra do Jogo"

    Primo do pai da facção em "A Regra do Jogo" (2015), Feliciano poderia aproveitar o parentesco e cometer uma maldade aqui e outra lá, mas na sinopse da novela estava previsto que ele seria um "bon vivant", um chefe de uma família unida e também muito ouriçada. Não funcionou nada naquele núcleo e Marcos Caruso ficou sem função na novela. Um desperdiço depois do envolvente Leleco de "Avenida Brasil", do mesmo autor, João Emanuel Carneiro. Apesar das críticas, o ator colocou panos quentes e saiu em defesa da trama e dos colegas de elenco. De presente, ganhou um final feliz para seu personagem.

  • Imagem: TV Globo/Divulgação
    TV Globo/Divulgação
    Imagem: TV Globo/Divulgação

    Taís Araújo - Helena em "Viver a Vida

    Ser a protagonista Helena em uma novela de Manoel Carlos era sinônimo de prestígio e quem acabou sendo a primeira e única atriz negra a fazer parte do seleto grupo foi Taís Araújo. Só que ela não guarda boas lembranças de "Viver a Vida" (2009) já que teve que aguentar as críticas pesadas e a torcida contra dos telespectadores. Pediram até a morte da mocinha na época! "A minha Helena foi um fracasso e, depois dela, eu virei outra atriz. Na verdade, descobri naquele trabalho o tipo de atriz que eu não queria ser", contou Taís Araújo. A lição foi tão aprendida que a atriz deixou o drama de lado e se enveredou mais para o caminho da comédia.

  • Imagem: Divulgação/TV Globo
    Divulgação/TV Globo
    Imagem: Divulgação/TV Globo

    Gabriel Braga Nunes - Laerte de "Em Família"

    Apaixonado primeiro pela mãe e depois pela filha, Laerte tinha toda pinta de psicopata. O público adorou odiar o protagonista de "Em Família" (2014). Gabriel Braga Nunes também não fez muita força para virar o jogo ao seu favor, fazendo caras de tédio em várias cenas. O autor Manoel Carlos, que torceu tanto pelo ator, não teve como salvar o mocinho de um final trágico e optou por uma morte bem macabra: assassinado pela amante na porta da igreja antes de se casar. Nem a noiva sentiu a sua falta na própria trama. Na passagem relâmpago do tempo na novela, meses depois, Helena interpretada por Bruna Marquezine já estava envolvida com outro.

  • Imagem: Divulgação/TV Globo
    Divulgação/TV Globo
    Imagem: Divulgação/TV Globo

    Paolla Oliveira - Paloma em "Amor à Vida"

    A mocinha chorona Paloma virou Pamonha para os telespectadores de "Amor à Vida" (2013). Como era fácil de enganá-la!!! Qualquer armação, por mais tosca que fosse, ela caia que nem uma patinha. Não foi à toa que sua trama perdeu totalmente espaço e fez até o público torcer a favor do seu maior inimigo: o vilão adorado Félix, de Mateus Solano. Paolla também não teve sorte na escalação do par romântico com Malvino Salvador. Resumo da ópera: Deu tudo errado na novela de Walcyr Carrasco para a atriz, que anos depois se tornou a dona de um dos bumbuns mais invejados da televisão brasileira. Mas isso é outra história.

  • Imagem: Alex Carvalho/Divulgação/TV Globo
    Alex Carvalho/Divulgação/TV Globo
    Imagem: Alex Carvalho/Divulgação/TV Globo

    Bruno Gagliasso - Murilo em "Babilônia"

    Bruno Gagliasso não foi o único, mas com certeza acabou sendo o primeiro a torcer o nariz para os rumos que levaram seu Murilo em "Babilônia" (2015) perder o fio da meada. De malandro e cafetão de luxo, ele virou um rapaz com caráter meio duvidoso capaz de topar tudo por dinheiro e por amor também, já que se apaixonou pela ex-namorada, quem usou para atrair clientes. Só que pau que nasce torto dificilmente se endireita na ficção. Depois de tantas maldades, ele terminou assassinado e sua morte acabou sendo um manjado clichê "quem matou?" que o autor Gilberto Braga precisou recorrer para movimentar a trama na reta final. Não adiantou muito.

  • Imagem: Divulgação/TV Globo
    Divulgação/TV Globo
    Imagem: Divulgação/TV Globo

    Carolina Dieckmann - Diana "Passione"

    Já imaginou uma mocinha morrer a pedido do público? Pois é, isso aconteceu com a jornalista Diana, de "Passione" (2010), interpretada por Carolina Dieckmann. A personagem sofreu tamanha rejeição pela chatice e falta de personalidade! Logo no começo da trama ela foi disputada por Gerson (Marcelo Antony) e Mauro (Rodrigo Lombardi), e preferiu o primeiro. Depois se arrependeu e foi atrás do segundo. Além de ter sido ofuscada pela vilã Clara, vivida por Mariana Ximenes, e aí não teve jeito para Sílvio de Abreu que até tentou defender a protagonista mas não deu, e a direção da Globo ordenou o assassinato. Sem dó e nem piedade.

  • Imagem: TV Globo
    TV Globo
    Imagem: TV Globo

    Renata Sorrah - Glaúcia Beatriz em "Geração Brasil"

    A eterna Nazaré Tedesco, Renata Sorrah estava empolgada de interpretar Gláucia Beatriz em "Geração Brasil" (2014), já que pela sinopse da novela ela seria uma vilã perversa e interesseira na grana do filho Jonas (Murilo Benício) e a nora Pamela (Claudia Abreu). Só que a maionese azedou e autores resolveram transformar a personagem em uma atrapalhada e carente mãe querendo chamar a atenção da própria família. Para evitar mais fogo na lenha pela aposta errada no papel, uma elegante Sorrah defendeu a trama dizendo que as pessoas não entenderam a proposta da trama.

  • Imagem: TV Globo/Divulgação
    TV Globo/Divulgação
    Imagem: TV Globo/Divulgação

    Murilo Benício - Tião em "América"

    Ninguém sabe o que aconteceu com Murilo Benício em "América" (2005). Seu Tião era tão sem sal, tão sem graça que foi difícil torcer pelo mocinho. O boi Bandido ganhou disparado a simpatia do público da novela de Glória Perez. Para piorar ainda mais a situação do protagonista, Sol, a mocinha da trama interpretada por Deborah Secco, era muita chorona e com carisma zero. Como o casal principal era um fiasco, a autora decidiu colocar outros amores na vida dos dois e a coisa deu uma melhorada na audiência. Por causa das críticas em cima dos personagens centrais, Glória brigou com o diretor Jayme Monjardim. Entrou Marcos Schechtman.

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