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"Making a Murderer": 5 fatos intrigantes sobre a nova febre do Netflix

Natália Guaratto

Do UOL, em São Paulo

13/01/2016 07h00

Disponibilizada há menos de um mês no Netflix, a série documental "Making a Murderer", que conta a saga real de um preso americano para provar sua inocência, foi acusada de "arruinar o fim do ano" para os norte-americanos depois de expor uma história intrigante e comovente a poucos dias do Natal. O documentário já é considerado o mais novo fenômeno do serviço de streaming. Além disso, inspirou 300 mil norte-americanos a enviarem uma petição à Casa Branca pedindo que o governo perdoe Steven Avery, homem cuja vida é retratada.

Dirigido por Moira Demos e Laura Ricciardi, "Making a Murderer" mostra como Avery, um jovem da cidade de Manitowoc, Wisconsin, é sentenciado à prisão pelo estupro de uma mulher. Dezoito anos depois, um exame de DNA prova sua inocência e ele retoma sua vida no ferro-velho da família na mesma cidade.

Tudo isso é mostrado já no primeiro episódio. O que é narrado nos nove capítulos seguintes poderia ter saído da cabeça dos roteiristas mais inventivos da ficção, mas é tudo verdade. Muito próximo de conseguir uma indenização milionária por sua condenação injusta, Avery se vê novamente investigado por um crime: a morte em circunstâncias suspeitas da fotógrafa Teresa Halbach, cujos ossos carbonizados são encontrados em seu quintal.

A história então evolui para um retrato nada agradável do sistema judiciário dos Estados Unidos. Para quem se acostumou a assistir atrações como "CSI", "Law & Order", "Criminal Minds" e "NCIS", em que os policiais, promotores e advogados são os mocinhos, "Making a Murderer" é um soco no estômago e deixa a sensação de que, independentemente de Avery ser culpado ou inocente, há algo de muito errado com quem deveria estar fazendo Justiça.

(ALERTA DE SPOILER: NÃO CONTINUE LENDO SE NÃO QUISER SABER DETALHES DA HISTÓRIA)

5 fatos intrigantes sobre "Making a Murderer"

  • Imagem: Divulgação/Netflix
    Divulgação/Netflix
    Imagem: Divulgação/Netflix

    Steven Avery não é um herói

    A ficha criminal de Steven Avery não é limpa quando ele é acusado de estupro em 1985. Antes de ser preso pelo crime que não cometeu, ele tinha uma condenação por maus-tratos a animais e outra por roubo. "Eu era jovem e estúpido", justifica-se Avery no documentário. Os antecedentes criminais, a má fama de sua família na comunidadae e uma discussão com a mulher do xerife da cidade na época são decisivos para que ele se torne o suspeito número 1 do caso.

  • Imagem: Reprodução/Netflix
    Reprodução/Netflix
    Imagem: Reprodução/Netflix

    Há indícios de evidências plantadas

    Para garantir imparcialidade na investigação de Avery na morte de Teresa Halbach, o departamento policial de Manitowoc se retira do caso em 2005, alegando confronto de interesses. Policiais de uma cidade vizinha são chamados para trabalhar. Mas não é o que acontece. Não só o departamento da cidade atua nas buscas, como duas das três evidências usadas para sustentar a teoria do promotor Ken Katz de que Avery e Dassey cometeram o crime são encontradas por oficiais que já estavam envolvidos na primeira condenação.

  • Imagem: Divulgação/Netflix
    Divulgação/Netflix
    Imagem: Divulgação/Netflix

    Brendan Dassey é coagido a confessar

    O episódio mais difícil de entender de "Making a Murderer" é, provavelmente, a confissão de Brendan Dassey, sobrinho de 16 anos de Avery, que revela aos policiais ter ajudado o tio a estuprar, matar e mutilar Teresa Halbach. Obtida em circunstâncias mais do que questionáveis por dois detetives que sugerem as respostas para o garoto desorientado e desacompanhado de um advogado, a confissão é a principal evidência usada pela promotoria para levar Avery e Dassey a julgamento.

  • Imagem: Reprodução/Netflix
    Reprodução/Netflix
    Imagem: Reprodução/Netflix

    Nunca investigaram outros suspeitos

    O título "Making a Murderer" (Fabricando Um Assassino, em tradução livre) faz referência em grande parte ao trabalho dos promotores de Justiça, em particular a Ken Katz, que atuou no julgamento de Avery e Dassey, e ignorou evidências que sugeriam outros suspeitos. "Promotores não estão preocupados em fazer justiça, mas sim em provar que estão certos", disseram as documentaristas Moira Demos e Laura Ricciard depois que Katz reclamou da forma como foi retratado na série.

  • Imagem: Divulgação/Netflix
    Divulgação/Netflix
    Imagem: Divulgação/Netflix

    Nem tudo foi mostrado

    Apesar da riqueza de detalhes, gravações dos julgamentos, depoimentos e coletivas de imprensa mostradas em "Making a Murderer", o documentário não esgota as informações sobre o caso. Há evidências usadas no tribunal - como o fato de que Avery teria supostamente stalkeado Halbach - que não foram mostradas. Quase todo os os envolvidos têm teorias sobre outros suspeitos. Alguns jornais apontam para o cunhado de Avery, o ex-namorado de Teresa, um ritual satânico e até mesmo traficantes de drogas incomodados com as fotos que Teresa tirava da cidade. As últimas notícias sobre o caso reportam que membros do júri que condeneu Avery afirmam ter dado o veredito de culpado sob pressão de sofrerem represália. São tantos mistérios que não seria nada estranho se a série ganhasse uma segunda temporada.

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