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Feminismo, casal gay e outros temas contemporâneos de "Orgulho e Paixão"

Elisabeta Benedito (Nathalia Dill) é a protagonista à frente de seu tempo em "Orgulho e Paixão" - Raquel Cunha/Globo
Elisabeta Benedito (Nathalia Dill) é a protagonista à frente de seu tempo em "Orgulho e Paixão" Imagem: Raquel Cunha/Globo

Carolina Farias

Do UOL, no Rio

27/08/2018 04h00

Podia ser 2018, mas "Orgulho e Paixão" é ambientada em 1910. A novela das 18h, escrita por Marcos Bernstein, tem situações que mais parecem ter acontecido nos dias atuais. Só protagonista Elisabeta Benedito (Nathalia Dill) tem várias características de uma heroína moderna: é abertamente feminista, faz sexo sem ser casada e trabalha fora, o que era raro ainda naquela época para as mulheres.

O UOL separou alguns fatos que mostram que a trama poderia se passar no século 21. 

  • Raquel Cunha/Globo

    Feminismo

    Elisabeta é uma precursora do feminismo, que no Brasil tomou corpo apenas na década seguinte. No início da trama, ela se recusou a casar com Darcy (Thiago Lacerda) para trabalhar. Ela quis primeiro buscar uma carreira para depois formar uma família, o que, para a época, era impensável, principalmente no interior, onde a trama se passa. Além dela há outras mulheres fortes, como Julieta (Gabriela Duarte), a toda poderosa Rainha do Café, as vilãs Susana (Alessandra Negrini) e Lady Margareth (Natália do Vale), Mariana (Chandelly Braz), que se infiltrou entre os homens disfarçada para poder participar das corridas de motos, e Ludmila (Lala Zaid), que veste calças.

  • Raquel Cunha/Globo

    Casamento por amor

    Em uma época em que os casamentos eram arranjados, casar por amor era praticamente um gesto transgressor. Apesar de vir de família falida, Ema (Agatha Moreira) tem sangue "nobre" e quase se casou com Edmundo (Nando Rodrigues), que é de rico. Apaixonada por Ernesto (Rodrigo Simas), ela se entregou ao amor pelo rapaz pobre, que preparou um casamento surpresa com festa "colaborativa". A comemoração foi destruída por bandidos a mando de Lady Margareth, mas os amigos se juntaram e pagaram comida e bebida para festejar os noivos.

  • Reprodução/Globo

    Violência contra a mulher

    Infelizmente, 2018 ainda se parece com 1910 quando se trata de violência contra as mulheres. Na semana passada, Mariana foi raptada e teve os cabelos cortados à força por Xavier (Ricardo Tozzi), que quis puni-la por ter se infiltrado no ramo das corridas de motos vestida de homem. Ela resolveu denunciá-lo à polícia pela agressão sofrida. A lei que defina a violência contra a mulher como crime surgiu somente em 2003.

  • TV Globo

    Trabalhadoras do Brasil

    A entrada das mulheres no mercado de trabalho foi lenta, após a Revolução Industrial, no fim do século 19. No início do século 20, para trabalhar fora, uma mulher precisava de autorização do marido ou do pai. Elisabeta nem ligou para essa convenção: se mandou para São Paulo para procurar trabalho sem consultar o pai Felisberto (Tato Gabus Mendes) e à revelia do namorado Darcy.

  • Estevam Avellar/Globo

    Sexo antes do casamento

    Em 1910 as mulheres eram educadas para casar e satisfazer seus maridos. A virgindade era um bem precioso que deveria ser guardado a todo custo, e o prazer era apenas para o homem. Mas não em "Orgulho e Paixão"! Na novela, Elisabeta pede Darcy em casamento e ainda toma a iniciativa para fazer sexo com ele, mesmo sem ainda serem casados. Sexo se tornou rotina para o casal na trama, que satisfaz não somente ele, mas também Elisabeta, que aparece sempre radiante após uma noite de amor.

  • TV Globo

    Casal interracial

    Ludmila também segue os sentimentos sem pensar na repercussão de seus atos. Ela, que é rica e administra uma fábrica de roupas, assumiu um relacionamento com Januário (Silvio Guindane), rapaz pobre e negro. Ela enfrentou a ira do pai Adalberto (Helio Ribeiro) que a ameaçou tirá-la da frente do negócio quando ela apareceu em um jornal beijando Januário na boca.

  • Cesar Alves/Globo

    Casal gay

    O que tudo indica, teremos na trama um casal formado por dois homens. Luccino (Juliano Laham) e Otávio (Pedro Henrique Müller) já não escondem o que sentem um pelo outro e na sexta-feira (24) foram flagrados em um "quase" momento íntimo, onde o italiano confessa o que sente pelo capitão aos pais. Os fãs já shipparam o casal de "LuTavio".

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