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Sexo a três, invasões, violência: o que é real na série "Vikings"?

Beatriz Amendola

Do UOL, em São Paulo

01/02/2017 04h00

É difícil assistir "Vikings" e não se perguntar: afinal, o que de lá aconteceu na vida real? O criador da produção, Michael Hirst, já disse em entrevistas que não está fazendo um documentário, mas tenta se manter fiel à trajetória desse povo escandinavo, mesclando história e entretenimento.  

Aproveitando que "Vikings" chega ao fim de sua quarta temporada nesta quinta-feira (2), após uma leva de episódios marcado por reviravoltas, o UOL reuniu uma lista para tentar esclarecer o quão realista a série foi. 

O fim de "Vikings" será exibido às 0h30 do dia 2 para o dia 3, no Fox Action. 

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    A vida de Ragnar Lothbrok

    Não há consenso sobre a existência de Ragnar, herói da mitologia nórdica, na vida real, principalmente porque as sagas em que ele aparece não são fontes particularmente confiáveis: elas foram passadas oralmente de geração em geração antes de ser escritas, com registros que possivelmente foram filtrados pela mentalidade da época. A hipótese mais aceita entre historiadores é a de que Ragnar seja a junção de várias outras figuras históricas.

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    As invasões históricas

    As invasões mostradas na série têm fortes correspondentes na vida real - só não ocorreram no curto intervalo de tempo da trama. O ataque ao monastério, mostrado na primeira temporada, representa o ataque à ilha de Lindisfarne, na Inglaterra, que ocorreu no ano de 793 e também teve um monastério como alvo.

    O cerco a Paris, central na terceira temporada, aconteceu em 845. E esse fato deixa a ficção ainda mais próxima da vida real, já que acredita-se que ela foi liderada por um nórdico chamado Reginherus, uma forma latinizada do nome Ragnar.

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    O poder das mulheres

    Chama a atenção na série o poder e a força das mulheres, como Lagertha. E boa parte disso é verdade. Diferentemente de outras sociedades da Europa Medieval, as mulheres tinham mais autonomia para tomar decisões em seu lar, mais direitos e mais influência política, de acordo com explicações da professora Shannon Godlove, da Columbus State University, ao site Popsugar. Elas também tinham a liberdade de pedir o divórcio e determinar seu futuro após a separação e a viuvez.

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    As escudeiras

    Há evidências de que mulheres Vikings de fato lutavam ao lado dos homens, mas a existência do título de escudeira, que Lagertha carrega na série, é questionada. O mais provável é que o título existisse apenas na mitologia das sagas nórdicas.

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    Sexo a três

    Assim como "Game of Thrones", "Vikings" capricha nas cenas de sexo e nudez, mas com um detalhe: o sexo a três parece ser o preferido dos personagens, tanto que até um padre foi convidado para a prática. Segundo historiadores, não há evidências históricas do ménage em si na cultura viking, mas os parceiros sexuais de uma pessoa, em geral, pouco importavam desde que ela tivesse um casamento e filhos, o que era considerado importante para a comunidade.

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    A crucificação

    Na segunda temporada, o monge Athelstan acompanha Ragnar e seus homens em uma nova invasão à Inglaterra. Lá, ele acaba capturado pelos homens do Rei Ecbert, de Wessex, e é torturado e crucificado. Ao site PopSugar, Shannon Godlove afirmou que os povos anglo-saxões não tinham a tradição de crucificar pessoas. "Eles teriam visto crucificar um apóstata como blasfêmia", completou.

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    A violência

    Michael Hirst, criador da série, afirmou que há poucas diferenças entre os vikings e outras civilizações em termos de violência - apesar de se acreditar que eles eram mais brutais. "As pessoas diziam que não era possível escrever uma série sobre vikings porque eles eram muito brutais e apenas saqueavam e estupravam todo mundo. Mas quanto mais eu lia, mais eu entendia e mais eu percebia que essa era uma cultura rica e maravilhosa que havia sido estigmatizada por seus inimigos", afirmou.

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    Escravidão e sacrifícios humanos

    Os vikings realmente tinham escravos - geralmente, prisioneiros feitos durante suas invasões - para realizar serviços domésticos ou trabalhos pesados. E vários textos históricos confirmam que eles realizavam sacrifícios humanos -- alguns, inclusive, semelhantes ao exibido na primeira temporada da série, quando uma escrava de um poderoso conde que morreu aceitou se sacrificar para ir com ele para a outra vida.

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