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TVs abertas começarão o ano com onda de demissões

Produtora paulista Casablanca retira logomarca da Record no Recnov - Reprodução
Produtora paulista Casablanca retira logomarca da Record no Recnov Imagem: Reprodução
Ricardo Feltrin Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Ricardo Feltrin

Colunista do UOL

26/12/2015 15h40

Péssima notícia no pós-Natal: infelizmente o ano não vai começar bem para os funcionários da maioria das emissoras de TV abertas. Praticamente todas planejam um grande corte de custos já no primeiro trimestre de 2016, e por "corte de custos" entenda-se demissões.

Segundo o UOL apurou, Globo, Record, SBT e Band deverão promover cortes que vão entre 6%  e 12% nos próximos meses.

O motivo é que os executivos não acreditam que o mercado publicitário vá suportar a crise atual (econômica e política) e manter seus investimentos por mais um ano.

Este ano, a despeito da recessão (ou melhor, da depressão), boa parte dos anunciantes de TV mantiveram seus investimentos.

 Daí o fato de emissoras como a Globo terem projetado que a crise em 2015 não afetará suas receitas, e a Record ter a previsão otimista de faturar 8% a mais em 2015, em relação ao ano passado.

Só que 2016, já é consenso, a crise deve se aprofundar e mesmo as grandes empresas terão de cortar gastos e também a caríssima publicidade televisiva.

A Record já começou a fazer cortes profundos no mês passado, com a transferência dos nababescos estúdios RecNov, no Rio, para a produtora Casablanca. A transferência implicou em centenas de demissões (muitos especializados foram para a Casablanca, mas uma grande parte foi apenas para a rua).

A Globo continuará a extinguir parte de seu elenco dos contratos de longo prazo, e pode começar a reduzir custos de produção.

Conforme os contratos de globais forem expirando, serão imediatamente transformados em contratos por obra. E isso pode começar a valer também para alguns artistas até hoje "intocáveis" (os chamados medalhões, que fazem apenas um ou dois trabalhos por ano).

A Band, ainda em dificuldade por causa de suas dívidas em dólar --e com essa moeda se sobrevalorizando em relação ao real-- também pode se desfazer de mais ativos, incluindo canais pagos e o UHF (21).

Segundo esta coluna apurou, a Igreja Universal que hoje aluga o canal 21, já fez proposta para a compra em definitivo do canal.

A Universal, por meio de sua assessoria, nega.

O SBT também pode investir menos em novelas, tornando a atual "Cúmplices de um Resgate", e as próximas, mais longas. Quanto maior a trama, ais seus custos se diluem.

De todas as emissoras, a que tem menos "carne" para cortar e´a RedeTV!, cuja estrutura hoje é a menor possível. No entanto, programas que continuarem a dar pouco resultado (de ibope e financeiro), como o "Melhor pra Você", já correm risco.

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