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"Hell´s Kitchen", do SBT, vai mal e termina em 3º no ibope

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

31/01/2016 00h04

Terminou de forma tediosa a terceira temporada do programa “Hell’s Kitchen – Cozinha Sob Pressão”, do SBT.

Com apenas 4,7 pontos de audiência na Grande São Paulo (dados em tempo real, ainda não consolidados), a final do reality perdeu para a Record (6,1) e para a líder Globo, com disparados 25 pontos de média.

Cada ponto equivale a 69 mil domicílios na região paulista.

Mais que melancólico, o episódio final acabou não só com baixa audiência, mas também com quase nenhuma repercussão nas redes sociais, ao contrário de “Masterchef”, da Band, e a despeito de o SBT veicular o tempo todo na tela um quase pedido de socorro ao telespectador --para que ele colocasse o programa nos trending topics.

Pelo jeito, não foi atendido.

Mais de uma hora após o fim do programa, o telespectador incauto que perdeu a final e quisesse saber o nome do vencedor não conseguiria achá-lo em lugar nenhum da internet.

Em tempo: o vencedor foi o carioca Rodrigo Schweitzer, que, merecidamente, levou R$ 100 mil reais em ouro. Além do talento culinári, Schweitzer soube tirar de letra algumas grosserias do "âncora".

O OGRO

Reprodução da fórmula consagrada pelo estrelado chef britânico Gordon Ramsay, o “Hell´s Kitchen” verde-amarelo pecou principalmente pela insistência em tentar fazer uma fantasiosa leitura do temporamento Ramsay por meio do chef-âncora Carlos Bertolazzi.

O problema é que, enquanto o britânico e tricampeão Michelin é um natural desbocado e sarcástico, mas cheio de didatismo, Bertolazzi agiu em todas as 14 semanas desta temporada como um gritalhão grosseiro, às vezes mais parecido com um ogro do que com um chef ou mesmo um apresentador.

Os berros forçados e irritantes de Bertolazzi chegaram a ser constrangedores, como se houvesse um desejo desesperado de magoar aos participantes. Como se a atração dependesse disso. Só que não.

Eis uma diferença gritante entre a versão do SBT e a original: Ramsay é espirituoso até quando xinga. Bettolazzi, não.

Se o SBT quiser continuar com o programa na grade, este ano, e obter melhores resultados, terá de repensar todo o formato. Do jeito que está claramente não funcionou.

E, convenhamos, se é assim, aos berros e ofensas, que Bertolazzi age em sua cozinha comercial, é provável que sua comida até faça mal à saúde.

Porque aos ouvidos do telespectador, ele já fez o bastante.

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