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Últimos tributos de Keith Emerson foram para Lemmy e Bowie

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Keith Emerson, o melhor tecladista dos anos 70 morreu hoje aos 71, nos EUA Imagem: Paul A. Hebert/Invision/AP
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

11/03/2016 19h09Atualizada em 11/03/2016 19h16

Os dois últimos homenageados por Keith Emerson, tecladista da banda progressiva inglesa Emerson, Lake & Palmer, que morreu nesta sexta (11),  foram Lemmy Kilmister e David Bowie.

Emerson morreu hoje aos 71 anos, em Santa Mônica, Califórnia, EUA (até a publicação deste texto não há informação sobre a causa).

Emerson fez as postagens nos últimos dias 29 de dezembro (Lemmy) e 11 de janeiro (David Bowie).

Ele postou uma foto sua com Lemmy, líder do Motorhead ,e um pequeno post-tributo contando quando encontrou Bowie pela primeira vez , nos anos 60, na famosa casa London´s Marquee Club.

VIRTUOSE E EXPERIMENTALISTA

Keith Emerson começou no rock em uma obscura banda chamada Nice. Fundou com  Greg Lake e Carl Palmer o EL&P. Como  todos ali eram músicos altamente talentosos e com formação clássica, as apresentações começaram a chamar tanto a atenção do público como de concorrentes.

Em algumas biografias, sejam sobre os Stones, seus bastidores ou algum de seus integrantes, há indícios de que, em algum momento do início dos anos 70, a banda de Mick Jagger se incomodou com o sucesso do EL&P --e, principalmente, a paixão dos ingleses por aqueles esquisitões (EL&P seriam os nerds de sua geração).

O EL&P pode ser chamado de o primeiro grande powertrio do rock, embora o Rush tenha nascido dois anos antes. O motivo é que o sucesso e reconhecimento internacional do EL&P chegou antes do do trio canadense.

Pianista clássico por formação, a história do Emerson, e de seus grandes amigos Lake & Palmer, é a história do que a fusão entre o rock e o erudito tiveram de melhor. Às vezes o erudito até levou a maior, como no clássico disco duplo Works  (1977), um gigantesco e estonteante concerto com orquestra.

Também era um tecladista pródigo em apresentações acrobáticas ou espalhafatosas.

Emerson foi o primeiro tecladista a surrar seus intrumentos em palco. Batia, mas com carinho, já que nunca ousou quebrar nenhum deles. Tinha fascinação por tecnologia e foi um dos principais responsáveis por divulgar a marca Moog mundo afora.

Num show em agosto de 1997 na finada casa de shows Olympia, em São Paulo, fez um solo surpreendente de quase 20 minutos, nos quais chacoalhou, bateu e sacudiu seus órgãos Hammond, finalizando a exibição com três punhais enterrados nas teclas: entre o si e o dó, outro entre o mi e o fá, e o último entre o sol e o lá, punhas com inclinação formando um acorde de dó maior.

Ok, parece um circo e é. Mas depois a brincadeira acabava e os músicos virtuoses voltam a assumir o palco.

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