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Decadente, F1 na Globo perde mais de 50% do público em uma década

Adriano Vizoni/Folha Imagem
Galvão Bueno, fã, investidor do "esporte" e narrador oficial do automobilismo na TV Globo Imagem: Adriano Vizoni/Folha Imagem
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

24/03/2016 17h13Atualizada em 24/03/2016 17h13

De todos os eventos esportivos os quais a Globo tem exclusividade, nenhum está tão decadente quanto a Fórmula 1.

Dados exclusivos obtidos pelo UOL mostram que nos últimos dez anos o automobilismo na Globo perdeu mais de 50% de público, tanto em pontos de ibope como em TVs ligadas.

Ou seja, 5 em cada 10 aparelhos de TV ligados, que até 2005 sintonizavam a Globo para assistir às corridas aos domingos, caíram fora: mudaram de canal, migraram para a TV paga, preferem assistir a um DVD, ao Netflix ou simplesmente agora passam mais tempo na internet, postando ou lendo textos fofos e interessantes como este ;-) 

Em 2005, quando o campeão foi Fernando Alonso, a média de audiência apenas das corridas (sem contar aquele “frufru” antes e depois, com o Galvão) foi de 15,8 pontos de média e 49,3% de share.

No ano passado essa média foi de 7,7 pontos e 23,9% de share.

Ok, o valor de cada ponto de audiência (em SP e país afora) mudou de lá para cá: a população cresceu, e hoje cada ponto vale por 69,4 mil domicílios na Grande SP.

Só que o share (a participação da Globo ou de outra emissora no universo de TVs ligadas) é um índice “imutavel”. Repetindo, dez anos atrás a F1 concentrava em seu horário quase 50% das TVs ligadas. No ano passado, foi de apenas 24% (23,9%m na verdade).

Em 2003, por exemplo, quando Michael Schumacher ainda corria, a F1 dava 58% de share em São Paulo, o principal mercado para as TVs.

Desde então só faz cair. Veja a decadência da F1 na TV aberta em sua participação nas TVs ligadas desde 2002:

2002 - 54,0%
2003 - 58,0%
2004 - 55,5%
2005 - 49,3%
2006 - 47,8%
2007 - 46,5%
2008 - 47,3%
2009 - 45,6%
2010 - 39,7%
2011 - 35,5%
2012 - 32,7%
2013 - 30,0%
2014 - 26,2%
2015  23,9%

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