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Globo pediu R$ 140 milhões por ano à Record por parceria no futebol

Reprodução/TV Globo
Galvão Bueno, locutor oficial do futebol na Globo Imagem: Reprodução/TV Globo
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

19/05/2016 17h37Atualizada em 19/05/2016 18h42

Afetada pelos altíssimos custos da transmissão do Campeonato Brasileiro e também pela decisão da Band em deixar a parceria na transmissão, a TV Globo foi obrigada a procurar outras TVs abertas e oferecer a elas a “parceria” no futebol

A emissora carioca procurou três concorrentes: SBT, Record e, por fim, a RedeTV! Nenhuma aceitou (e tampouco vai aceitar).

Os empecilhos principais foram dois: 1) o preço inicial elevado que a Globo quer para “repassar” os direitos que até agora eram da Band; 2) o volume de cláusulas contratuais que a emissora impõe ao novo parceiro.

Esta coluna apurou que a Globo pediu à Record algo em torno de R$ 140 milhões anuais para ceder jogos semanais. Além disso exigiria em contrato que a Record apenas exibisse os jogos que ela, Globo, decidisse. Era assim que funcionava com a Band na maioria dos casos, e não raro a emissora carioca exigiu que a parceira exibisse o mesmo jogo que ela.

Essa prática nos últimos anos até levantou o ibope da Band durante as partidas, e até fez SBT e Record e RedeTV! perderem alguma audiência. Por outro lado essa ação “condena” o parceiro a crescer pouco e jamais representar ameaça alguma.

Para a RedeTV! a Globo pegou mais leve e baixou o valor cobrado para R$ 120 milhões. A emissora também declinou.

O SBT mal quis ouvir a proposta porque jamais se interessaria em mexer em sua programação dominical, que é seu dia mais forte na semana, tanto em público como em faturamento publicitário.

A Record recusou porque já sabe que a Globo já teria fechado pacotes “casados” com anunciantes para o futebol desde o ano passado. Somado a isso a Record ainda viu o obstáculo da crise econômica no país, além de estimar  um custo operacional extra de mais R$ 50 milhões por ano: teriam de ser adquiridos equipamentos, reforçadas as equipes e mais os gastos habituais de um campeonato disputado em vários Estados.

Isso levaria a parceria com a Globo a custar quase R$ 200 milhões por ano --cerca de um quinto de todo o faturamento da emissora da Barra Funda.

Tudo indica que a Globo vai ficar com a batata quente do futebol apenas em suas mãos.

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