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78% dos clientes de canais pornôs são casados, diz diretor da PlayboyTV

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Maurício Paletta, diretor da PlayboyTV e criador do "Oscar" do pornô brasileiro Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

08/06/2016 11h57Atualizada em 08/06/2016 11h57

Diretor da PlayboyTV,  Maurício Paletta acha que o universo dos filmes adultos é sempre precursor de novos lançamentos que influenciarão todo o mercado. Como exemplo ele aponta os filmes em 3D ou, mais recentemente, o pacote de minifilmes em 360º graus.

Segundo o executivo, há 410 mil assinantes de canais adultos no Brasil; 78% deles são casados. “A maioria diz que assina pacotes para ‘apimentar’ a relação”, diz o diretor.

Para serviços como o Now, que vendem filmes à la carte, a expectativa é repetir em 2016 os 4,5 milhões de filmes vendidos no ano passado. Nada mau.

Para um ano de crise, manter o atual patamar de vendas já está de bom tamanho, acredita o diretor da PlayboyTV-Globosat.

Paletta criou o “Oscar” do pornô brasileiro e representa hoje um dos braços mais rentáveis do Grupo Globo na TV por assinatura.

Leia a seguir, entrevista exclusiva:

Na sua opinião, qual o futuro dos canais adultos na TV paga: a tendência é que não existam mais em pacotes fixos e só sejam vendidos à la carte?

Maurício Paletta - Os canais adultos sempre foram vendidos à la carte no mercado de TV por assinatura.  Dentro dos nossos canais é que empacotamos, É possível comprar apenas um canal ou um pacote de canais, dependendo da operadora.

Há quantos assinantes hoje ainda nos pacotes adultos na TV paga do Brasil?

Paletta - A Playboy do Brasil possui quatro canais adultos em formato linear e vendidos à la carte pelas principais operadoras do país. São eles Sexy Hot, Playboy TV, Venus e Sextreme. Além destes, o ForMan, disponibilizado exclusivamente em vídeo on demand (VOD) também possui assinatura mensal (SVOD). Juntos, esses canais possuem 410 mil assinantes.

A venda de filme à la carte parece ser boa apenas para as operadoras. Um pacote adulto com dois canais 24 horas custava cerca de R$ 30 por mês. Hoje dois filmes no Now custam mais que o dobro disso...

Paletta - A venda pay-per-view sempre existiu e sempre foi relativamente mais cara se comparada à uma assinatura fixa. A venda de assinatura continua sendo um bom negócio para as programadoras pois garante uma receita fixa. Já a venda de filmes avulsos seja PPV ou VOD, por exemplo, é uma opção para o consumidor que não tem interesse em ter um compromisso fixo e que garante uma receita a mais para as programadoras também.

No ano passado foram vendidos 4,5 milhões de filmes adultos no serviço Now. Qual a estimativa para este ano?

Paletta - Em um ano de recessão, que aliás vem se alastrando desde o ano passado, no qual as pessoas estão pensando muito em como gastar seu dinheiro, esperamos manter esse patamar em vendas, que na verdade é o somatório de vendas avulsas considerando o PPV e o NOW.

Você poderia dizer qual é o perfil dos consumidores dos canais Playboy-Globosat? Qual a porcentagem de homens ou mulheres?

A porcentagem entre homens e mulheres é bastante equilibrada, mas 54% dos assinantes são do sexo feminino. E mais: 78% dos assinantes são casados e 83% têm filhos morando em casa. Apimentar a relação sexual foi apontado por 78% dos entrevistados como um dos motivos para assinar um canal pornô. Essa pesquisa, realizada há cerca de dois anos, serve até hoje como base para a Playboy do Brasil - principalmente pelo crescente movimento de empoderamento feminino, que afeta também a forma de como a mulher se coloca sexualmente.

Por que ainda não existe um canal exclusivamente lésbico no Brasil?

O mercado ainda não produz um volume suficiente que um canal exclusivamente lésbico necessitaria para existir. Porém, atentos e abertos a todas as opções sexuais de nossos consumidores, temos dentro do NOW/VOD mais de 600 filmes de diversas marcas e gêneros. E lá temos uma categoria específica com filmes lésbicos, para agradar possíveis interessados(as).

O mundo pornô sofreu vários choques nas últimas três décadas: primeiro nos anos 80 com o VHS. Depois os anos 90-2000 com o DVD e a TV por assinatura. Agora estamos vendo a migração do line-up da TV por assinatura para serviços como o Now. Qual seria o próximo choque? Realidade virtual?

Paletta - Eu diria que o mundo pornô foi sempre o precursor de novos lançamentos. Acrescentando a sua pergunta, por volta de 2008 fomos os primeiros a lançar filmes em 3D na América Latina. Hoje, a realidade virtual já é uma verdade para a Playboy do Brasil. Lançamos no mês passado um site específico com 10 filmes que podem ser acessados através da web (sexyhot360.com.br) 

O Sexy Hot 360º é um produto digital inédito na indústria pornográfica brasileira. A tecnologia chega para mudar completamente os parâmetros do consumo erótico em vídeo. Basta ter em mãos um tablet, celular ou computador para viver a experiência em 360º, que pode ser potencializada com o uso de óculos para a realidade virtual.

Os filmes trazem a possibilidade da pessoa se sentir em cena, participando de uma cena de sexo, com os principais atores e atrizes do cinema adulto nacional. Fizemos uma campanha no qual os 50 primeiros internautas que acessassem o site, recebessem um óculos que torna a experiência em Realidade Virtual ainda mais intensa, mais verdadeira...

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