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Ex-ESPN, Rodrigo Rodrigues estreia talk-show musical na TV aberta

Divulgação/ESPN
Rodrigo Rodrigues troca a bola pelo som e o vinil em "5 Discos", na TV Gazeta Imagem: Divulgação/ESPN
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

10/08/2016 11h24Atualizada em 10/08/2016 13h11

Com 20 anos de televisão, Rodrigo Rodrigues começou na Rede Vida, passou por Cultura, ESPN e agora, em menos de um ano,  volta para Gazeta com o que mais pode se aproximar de um talk show musical. “5 Discos”, que estreia na sexta 19, vai receber personalidades de todas as áreas, que poderão levar e tocar seus LPs preferidos.

Violonista virtuoso (inclusive como a base da banda The Soundtrackers), empresário gastronômico, Rodrigo, 41 anos, ao contrário de outros apresentadores  nunca tentou se emplacar em grandes emissoras.

Se diz mais preocupado em criar conteúdo de alguma forma cultural, do que se preocupar com ibope. "Fazer TV olhando a maquininha de ibope é maluiquice." E essa liberdade por ora só é possível em emissoras como a Gazeta.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista.

Quantos anos já são de TV?

Rodrigo Rodrigues - Comecei na Rede Vida há exatos 20 anos, em 1996. Depois passei pelas TVs Comunitária, Universitária do RJ até chegar à TV Cultura em 2001. Fui repórter do “Vitrine”, à época apresentado pelo Marcelo Tas. Depois comandei a atração por seis anos ao lado da querida Sabrina Parlatore. Mudei para ESPN em 2010. Lá foram ao todo cinco anos. No ano passao já passei pela Gazeta, e agora tô de volta.

Entra na ESPN, sai da ESPN... o que levou a sair dessa vez?

Rodrigo - Em 2014, quanto menos tempo eu tinha, mais “Bate-Bola” aparecia pra eu apresentar, até porque era ano de Copa. Na época, além da TV e da banda (The Soundtrackers), eu ainda estava lançando um livro e inaugurando um restaurante...

Como a Gazeta apareceu com a proposta de um programa semanal, acabei indo pra lá. Depois de quase um ano fora da ESPN, me chamaram de volta, fiz o “Resenha”. Tentei acumular mas, por uma questão contratual, fiquei em uma só. Resumindo: não estava nos meus planos ter saído da Gazeta. Agora a Gazeta chamou de volta.

Fale sobre o novo programa: “5 Discos”…

Rodrigo - O “5 Discos” estreia no dia 19, 23h30. Deve ter reprise aos domingos. Vou receber gente na minha casa pra ouvir seus cinco discos preferidos e conversar sobre as bolachas trazidas. Pode ser músico, ator, apresentador, jogador de futebol… trazendo os vinis favoritos, tá valendo. Deve rolar um som no final também, instrumento musical é o que não falta aqui em casa.

Há anos você é apresentador e músico, já foi até empresário, não é? Como conciliar tudo isso?

Rodrigo - Essa coisa multitask tá na moda, né? Eu toco desde os 13 anos, em banda desde os 16, e comecei a fazer TV com 20. Logo, pra mim tudo andou meio junto. Na faculdade de jornalismo um professor disse que escrevia bem e acreditei,

Em 2009 lancei o primeiro livro e não parei mais; agora em outubro sai o 4º, um guia de Paris nos mesmos moldes que fiz o de Londres, usando o metrô pra conhecer a cidade. o “London London”, aliás, virou uma série de TV que deve ser lançada pela FreemantleMedia na web ainda esse ano.

Agora também entrei nessa de oficina de apresentadores, curso online e workshops, a coisa tá caminhando bem nesse sentido.
O ponto fora da curva foi o restaurante, porque não sou da área, mas é divertido ter um lugar pra receber os amigos, marcar reuniões de trabalho e, claro, comer de graça.

Você está deixando a ESPN, que é uma emissora que dá muito pouca audiência na TV paga, e agora está entrando na Gazeta, que é uma TV, em português claro, boicotada por operadoras como a Net, que não a inclui no line-up. Parece que você gosta de entrar em TVs com problemas, né?

Rodrigo - Olha, eu nunca me importei com Ibope na vida. Fiz várias matérias sobre medição de audiência nos tempos de “Vitrine” e aprendi que não adianta ficar correndo atrás do rabo, tentar descobrir o que as pessoas querem assistir é puro desperdício de energia.

Tive passagens rápidas por SBT e Band como repórter de programas populares e senti na pele essa maluquice de fazer TV olhando a maquininha que marca os pontos. Sou da filosofia do Steve Jobs: “as pessoas não sabem o que querem até mostrarmos a elas”.

Ou seja, se a gente mostrar uma coisa digna e bem-feita, missão cumprida. Audiência, não por acaso, rima com consequência: se foi feito com carinho e cuidado, vai funcionar. E a internet está aí pra desafiar o televisor, o app da Gazeta rola superbem, dá pra assistir até de Londres. Ou Paris.

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