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SBT, 35 anos, reforça a imagem única de TV mais popular do Brasil

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Silvio Santos cometeu muito mais acertos do que erros nos 35 anos de sua emissora Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

19/08/2016 10h13Atualizada em 19/08/2016 13h46

No dia em que completa 35 anos, o SBT tem muito que comemorar --pela data, por sua audiência em ascensão e por seus problemas financeiros finalmente sob controle. Foram vários anos de cinto apertado provocados pelo escândalo do banco Panamericano, nos idos de 2010.

Neste mês de efeméride natal, a emissora abriu vantagem sobre a rival Record e se isolou em segundo lugar no ibope em praticamente todo o país.

Pode até parecer coincidência, mas não é: a vice-liderança do SBT num setor difícil como a televisão tem os dedos de seu proprietário: ele continua apostando em soluções baratas, caseiras e simples para a grade de programação, enquanto a rival Record vê seus custos dispararem.

Desde os anos 80, Silvio nunca quis disputar a liderança com a Globo, e esse foi provavelmente seu maior acerto (e o maior erro da Record).

Vejam neste agosto, por exemplo: enquanto a Record investiu ao menos US$ 40 milhões  só em direitos de transmissão da Rio 2016, evento que está sendo exibido também pela Globo e a Band, Silvio entendeu rapidamente que o SBT seria apenas mais um no balaio, e achou melhor economizar dinheiro e deixar sua TV fora da “grande festa do esporte olímpico”.

O empresário e apresentador preferiu continuar exibindo a programação normal, que inclui seus desenhos infantis, séries juvenis, novelas latinas e programas popularescos como “Casos de Família” e o novato “Fofocando”. Deu tudo certo até aqui.

Outro ponto notável é que, de todas as emissoras abertas, o SBT sempre pareceu ser o menos preocupado em lançar moda ou “causar”, e mais em manter um público fiel e cativo.

Curiosamente, a despeito de seu dono ter também uma empresa como a Jequiti, o SBT é de longe o canal que menos desperdiça recursos com a chamada cosmética visual: a emissora não redesenha seu logotipo a cada ano, não cria novos grafismos a cada temporada, não esbanja dinheiro em efeitos especiais elaborados em suas produções caseiras.

Claro, também há um lado negativo nessa simplicidade e conservadorismo: afinal, há décadas o SBT não lança um grande talento, e sua grade contém atrações que têm praticamente a mesma idade do canal. 

Mas, por enquanto, trata-se de um time que está ganhando, ainda que meio velhinho como seu dono; e em times veteranos --e competentes-- assim não se mexe.

Pode-se dizer que o SBT não envelheceu e chega aos 35 anos exatamente com a cara que tinha no dia de seu nascimento: a da televisão mais popular do Brasil.

@feltrinoficial

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