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Ricardo Feltrin

2ª temporada de "Fuller House" indica que série terá vida longa e próspera

Michael Yarish/Netflix/Divulgação
Seriado "Fuller House" ganhou a segunda temporada no Netflix Imagem: Michael Yarish/Netflix/Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

11/12/2016 16h25

Com exceção dos três primeiros episódios (estranhamente lentos), a nova temporada de ‘Fuller House”, que entrou no ar na última sexta no Netflix, iguala a primeira em qualidade e graça.

Assim como a estreia, mostra uma produção vigorosa, um texto hilário, um elenco de alta qualidade e muito afinado. Tudo indica mais temporadas virão. Ainda bem.

Quem só gosta de zumbis famintos, crianças nerds ou ilações sobre como será o nosso futuro tecnológico cotidiano, pode até franzir o nariz e ter dificuldade em entender como uma comédia bobinha assim tenha se tornado a maior audiência do serviço de streaming. A resposta: os detalhes.

O enredo de uma grande família formada por pessoas absolutamente diferentes e birutas parece simples e, claro, cheira clichê. Mas, nesse caso, virou uma história muito bem feita.

Ao contrário do original “Full House” (exibido no passado pelo SBT), “Fuller...” se passa no seio de um matriarcado (sem trocadilho) no qual as mulheres agem, tomam todas as decisões e fazem tantas besteiras que até parecem machos-alfa. E azar de quem estiver na frente (exceto o telespectador).

Em cada um dos novos 13 episódios elas expõem (e sofrem com)  suas  demandas, crises, “noias”, e é curioso que o universo dos personagens masculinos --sejam adultos ou crianças-- se torna um mero coadjuvante. Isso é ótimo e mais uma prova de que o empoderamento feminino também chegou aos textos de humor.

Nenhuma atriz do elenco decepciona. É até difícil escolher uma preferida. Todas são adoráveis.

Claro que quem assistiu ao original que deu origem ao spin-off (produto que tem origem em outro) vai se divertir muito mais. Isso porque uma das grandes qualidades de “Fuller House” é rir de si mesma, assim como seus personagens, que não param de relembrar os “bons velhos tempos” (do seriado antigo).

É muito engraçado ver Stephanie (Jodie Sweetin) lendo uma biografia de Ariana Grande e ponderando sobre como é difícil a vida das crianças no mundo da TV; ou num dia de festa com parentes entupindo a casa, ela ironiza: “E depois vocês achavam que Três é Demais"(nome original do seriado em português).

Ou quando alguém lembra, durante o Dia de Ação de Graças, que é uma pena que Michelle (a personagem interpretada pelas irmãs Olsen, que não quiseram participar no spin-off) não estivesse ali com eles, mas, “quem sabe ela não vem no próximo ano?”.

Nesse momento o veterano Jesse (John Stamos) sai do enquadramento da mesa e, olhando fixamente para outra câmera, debocha: “Venha! (Michelle)”.

Pode ser uma metalinguagem ingênua, quase bobinha, mas são esses adoráveis detalhes que fazem de “Fuller House” um programa para todas as idades e gostos.

Claro, exceto para quem só gosta de zumbis famintos, aliens, crianças nerds, batalhas épicas e afins. 

@feltrinoficial

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