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Ricardo Feltrin

Ibope "refina" dados, agrada TVs e já ameaça futuro da GfK no Brasil

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Audiência medida pela Kantar Ibope melhorou sensivelmente no último ano, o que agradou TVs Imagem: Getty Images
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

14/12/2016 06h03

Nos últimos meses a Kantar Ibope melhorou sensivelmente a qualidade de sua medição de audiência das emissoras abertas e fechadas no país.

Além de ter aumentando o número de domicílios pesquisados e de aparelhos, no último ano a medição do Ibope tem apresentado muito menos variações e discrepâncias, o que tem agradado a todas as emissoras --especialmente a líder Globo.

No ano passado, por exemplo, a diferença entre a medição em tempo real e os dados consolidados chegaram a variar muito em alguns dias.

Exemplo: em 23 de março de 2015, na medição em tempo real,  o Ibope chegou a registrar que o “Jornal Nacional” obtivera apenas 20 pontos --uma das menores audiências de sua história.

No dia seguinte, porém, (após a notícia ser divulgada por esta coluna) o instituto informou que o “realtime” havia apresentado “problemas técnicos”, e que o “JN” havia atingido na verdade 25 pontos de média consolidada.

Pois bem, essas discrepâncias --como a que mostrou a Globo com audiência até 50% menor que a anotada pela GfK em alguns horários-- praticamente não têm mais ocorrido, graças ao “refino” do software e da própria medição da Kantar Ibope.

Em outras palavras, ao menos nos últimos três meses os índices obtidos pelo Ibope e pela GfK são muito similares, o que enfraquece a defesa de quem queria uma medição concorrente para o Ibope.

Outro fato foi que a Kantar Ibope também entrega hoje seus dados consolidados --tanto em cada uma das regiões metropolitanas como a média nacional-- muitomais rapidamente.

GLOBO FICARÁ DE FORA

Segundo esta coluna apurou, outro fator que ameaça o futuro (e, principalmente, a necessidade) da GfK .no país é que a Globo decidiu que não vai assinar mesmo o serviço da empresa alemã. Isso tira bastante sua importância diante do mercado publicitário.

Pior: mesmo entre as “três TVs irmãs” que estão bancando e fizeram contrato de longo prazo com a GfK no país (SBT, Record e RedeTV!) já há grande descontentamento pois a empresa alemã atrasou muito a entrega de dados..

Além de Record, SBT e RedeTV!, a TV Cultura e a Rede Brasil também estão assinando a GfK. A Band iria congtratar o serviço, mas, devido à crise financeira, desistiu.

OUTRO LADO

Procurada para comentar o assunto, a GfK enviou a seguinte nota:

"Sentimos grande satisfação pelo reconhecimento de que a chegada da GfK ao Brasil estabeleceu novos e melhores padrões para a medição de audiência de televisão no nosso mercado. Justamente por acreditarem nisso, a TV Cultura e a Rede Brasil se juntaram ao grupo de emissoras que nos apoiam desde o início – um grupo que só tende a crescer, uma vez que já estamos em negociações com várias outras emissoras e grupos de comunicação, todos igualmente convencidos de que os diferenciais que temos a oferecer são relevantes para seus negócios.

A GfK é uma empresa independente e firmemente comprometida com a transparência. Somos capazes de oferecer alto padrão de qualidade a partir da mais moderna tecnologia aplicada à medição de audiência, num ambiente inteiramente preparado para a TV Digital."

@feltrinoficial

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