Coluna

Ricardo Feltrin

Guerra do bife: Olivier Anquier e empresário travam batalha judicial em SP

Montagem/UOL
Chef e apresentador Olivier Anquier e seu rival jurídico, o empresário José Carlos Semenzato Imagem: Montagem/UOL
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

09/01/2017 06h30Atualizada em 10/01/2017 11h42

O chef e apresentador de TV Olivier Anquier (GNT) está sendo processado pelo empresário do ramo de restaurantes José Carlos Semenzato, naquela que vem sendo chamada de “a guerra do bife”. E trata-se de um bife bem caro e específico: o tenro entrecôte, conhecido no Brasil como filé da costela bovina.

Na guerra que se arrasta na Justiça, Semenzato, dono da franquia L'Entrecôte de Paris, pede R$ 1 milhão de indenização por danos morais, materiais e difamação contra o dono do L'Entrecôte D'Olivier.

Grosso modo, Semenzato, 48 anos, acusa o “inimigo” de tentar se apropriar de uma receita universal, do nome do corte da carne e do chamado conceito de restaurante de prato único.

Nas duas casas só é servido um tipo de carne: o entrecôte.

Semenzato diz que a publicidade do rival era ofensiva. Ele acusa Olivier de promover propagandas irregulares e “depreciativas” para sua rede de franquias, já que o L'Entrecôte D'Olivier dava a si o epíteto de “o original”. Não pode, diz o empresário.

“Eu não quero briga, na verdade só estou lutando para que as coisas fiquem esclarecidas. Ele não é original, não é único, eu não roubei nada dele, ele não inventou essa receita e nem o conceito”, afirma o dono da SMZTO Holding de Franquias..

Procurado na última sexta-feira (6), Olivier rebateu os argumentos do adversário.

“Quem trouxe esse conceito fui eu, sim. Eu sou o pioneiro, a casa dele surgiu meses depois da minha. Ele copiou tudo. Até a fonte e a letra usada por nós nos letreiros e cardápios. Perceba que eu tive mudar o nome do restaurante para fugir da confusão”, rebate Anquier, 57 anos.

De fato, a casa original de Olivier (ainda hoje na rua Dr. Mario Ferraz, 17) nasceu em 2009 com o nome L'Entrecôte de Ma Tante (Entrecôte da Minha Tia), mas mudou cerca de quatro anos atrás para L'Entrecête D'Olivier. “Ele (Semenzato) causou confusão no mercado, para o público”, afirmou Olivier Anquier.

Meses depois de abrir sua casa, em 2009, Anquier viu o rival inaugurar um estabelecimento semelhante e não muito distante. O rival, aliás, prosperou e hoje conta com uma rede de 22 restaurantes país afora.

“Eu é que quero que as coisas fiquem esclarecidas”, protesta Olivier, hoje dono de dois Entrecôtes. “Nos meus restaurantes o cliente tem uma experiência que não pode ser reproduzida na concorrência”, cutuca.

Semenzato também se incomodou com o fato de o chef francês ter chamado seus restaurantes de “genéricos” em redes sociais.

“Não acho que genérico seja uma palavra ofensiva”, provoca o francês com um sorriso muito maroto.

COMO ESTÁ O CASO

A disputa que começou cerca de três anos atrás e até agora era desconhecida do grande público. “Estava demorando para o público saber e é bom que saiba”, afirma o chef do canal GNT.

O status atual da pendenga, que corre em sigilo, tem duas versões, de acordo com a parte ouvida, é claro.

Semenzato diz que Olivier perdeu a ação em primeira instância, mas o apresentador do GNT e empresário nega. “Que eu saiba eu não perdi nada”, declarou. O processo corre em sigilo.

Fontes independentes ouvidas pela coluna apontam que Semenzato de fato teria conseguido uma vitória inicial e parcial, mas o valor da indenização (pleiteado) já teria sido reduzido a no máximo R$ 200 mil. No entanto, cabem recursos para os dois lados e o caso está bem longe de acabar.

Um jantar na casa de Olivier, incluindo sobremesa e bebidas não alcoólicas, sai entre R$ 130 e R$ 140 por cabeça. Já na de Semenzato, o preço seria um pouco menor: cerca de R$ 120.

Twitter - @feltrinoficial

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Facebook Messenger

Receba as principais notícias do dia. É de graça!

Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Colunas - Ricardo Feltrin
Topo