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Ricardo Feltrin

"Eu apanhava na escola só porque era gay", diz humorista Evandro Santo

Leo Franco / AgNews
Evandro Santo no desfile Cavalera durante a edição outono/inverno 2014 do SP Fashion Week Imagem: Leo Franco / AgNews
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/02/2017 07h02Atualizada em 22/02/2017 10h48

A infância de Evandro Santo, o famoso Christian Pior, foi marcada pela violência, pobreza e, principalmente, pelo preconceito. Ele conta que foi expulso de três escolas pelo mesmo motivo: “Eu era afeminado demais.”

Em Uberaba, onde foi morar ainda na infância, era considerado um ET pela vizinhança. Pais de outras crianças não queriam que seus filhos convivessem com o “ET bicha”.

“Nunca tive problemas em me assumir como gay, nunca tive dúvida ou sofri intimamente com isso”, afirma. Pelo contrário. "Quem devia sofrer eram os outros", gargalha.

“Eu era o gay da rua, filho de mãe solteira e minha mãe não deixava barato! Se arrumava, se maquiava, bem anos 80, coloca minissaia e ia para o trabalho.”

Além disso tinha o conhecido bullying dos demais alunos.

“Naquela época, os meninos te esperavam na saída da escola para te bater! Quantas vezes a professora me salvou! Muitas vezes eu até batia porque era um contra um; mas às vezes eram vários, e aí eu corria como podia.”

Sobre esse período triste, Evandro hoje consegue rir.

“O engraçado é que muitos destes agressores eu acabei ‘pegando’ nas noites de Uberaba. Hehehe. Vai entender a sexualidade humana”, diz o humorista de 42 anos.

Evandro diz que também teve um período do que chama de “erro” com drogas e diz que só saiu desse momento graças à ajuda de amigos e de muita compreensão de Tutinha e dos demais colegas do “Pânico”.

“Drogas não funcionam no processo de criar e nem no de atuar. Elas são recreativas só até certo ponto. Depois, sua cabeça e seu corpo não aguentam. É preciso parar.”

@feltrinoficial

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