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Ricardo Feltrin

Se cortarem sinal de operadoras, Record, SBT e RedeTV! vão desabar no ibope

Divulgação/Record
Silvio Santos, do SBT, durante visita ao templo de Salomão, ciceroneado pelo colega Edir Macedo, da Record Imagem: Divulgação/Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/03/2017 14h29Atualizada em 22/03/2017 14h29

Além da sensatez e do poder de negociação, outro argumento bem mais palpável deve fazer com que Record, SBT e RedeTV! liberem seus sinais HD às operadoras no próximo dia 29, quando termina a era analógica na Grande São Paulo.

Caso decidissem mesmo cortar seus sinalis --o que chegaram a ameaçar--, só das maiores operadoras Net e Sky as três TVs perderiam algo em torno de 14 milhões de lares em todo o país.

Isso representa cerca de 46 milhões de telespectadores potenciais, segundo a metodologia do Ibope (3,3 habitantes por domicílio).

Estimativa conservadora feita por especialista da área à coluna (sob anonimato) prevê que, se tirarem o sinal das operadoras, Record e SBT perderiam já no primeiro mês de 0,7 a 1,5 ponto nas 24 horas do dia.

Como elas registram hoje, respectivamente, 7 e 6 pontos arredondados de ibope, é possível calcular o impacto:  risco de queda de até 20% na audiência.

A RedeTV! poderia perder ainda mais, com o agravante que sua audiência já é pequena no PNT (cerca de 0,5 ponto em fevereiro).

COBRANÇA

A empresa Simba representa essas três emissoras abertas. Elas exigem ser remuneradas pelas operadoras do país por seus sinais HD. Até hoje o sinal analógico das três era incluído no menu de canais de todas as operadoras sem qualquer contrapartida.

Outras emissoras como Globo e Band já recebem há anos das maiores operadoras do país alguma remuneração por seus canais abertos, mas acontece que eles estão incluídos numa cesta de outros canais --que no caso da Globo (leia-se Globosat) chegam a quase 50.

Segundo dados exclusivos obtidos pela coluna, só em 2013 a Net pagou mais de R$ 1,4 bilhão à Globosat como remuneração pelos canais.

Dentro desse valor é importante lembrar que a Globosat também faz repasse financeiro aos seus canais-parceiros, como os Telecines, Playboy e Combate, entre outros.

Há meses Record, RedeTV e SBT ameaçam cortar os sinais caso não sejam atendidas em suas reivindicações. Diante da negativa das operadoras, a Simba inclusive iniciou negociações com a Netflix, para cessão de seus conteúdos.

No último dia 8, porém, uma reunião de suas lideranças concluiu que há mais a perder que ganhar no caso do corte dos sinais às operadoras.

Por sua vez, a ABTA, por meio de seu presidente, Oscar Simões, acha que o momento econômico do país é o pior possível para a demanda dos canais abertos.

Para ele, nem operadoras e nem o consumidor podem arcar com custos extras neste momento.

Por enquanto há apenas especulação  sobre valores a serem cobrados e pagos. Se é que serão pagos.

Twitter e facebook: @feltrinoficial

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