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Ricardo Feltrin

Análise: Líder de ibope, "É de Casa" inova e mistura pauta e merchandising

Divulgação / TV Globo
Ana Furtado, Cissa Guimarães e Patrícia Poeta, o trio feminino de "É de Casa", da Globo Imagem: Divulgação / TV Globo
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

15/04/2017 08h10Atualizada em 16/04/2017 07h55

Pode-se criticar a Globo por muitas coisas, exceto por falta de criatividade e capacidade de ter apenas programas rentáveis em sua grade. Tudo ali parece sempre virar dinheiro.

A atração semanal de variedades “É de Casa” (sábados, 9h), por exemplo, estreou em agosto de 2015 sob desconfiança do público e perdendo todas as semanas para os desenhos do SBT.

No início parecia um amontoado de pautas perdidas e forçadas, e apresentado por uma "overdose" de profissionais desentrosados (então Thiago Leifert, Patrícia Poeta, Ana Furtado, Cyssa Guimarães, Zeca Camargo e André Marques).

Quase dois anos depois, o “É de Casa” perdeu alguns apresentadores, mas virou um sucesso de público --líder de audiência já na casa dos 7 pontos na Grande SP, segundo a Kantar Ibope. E acima de tudo, virou uma fonte de ótimas receitas para a TV Globo (e seus apresentadores).

Para chegar a isso a emissora inovou e, pela primeira vez, de forma totalmente transparente, vem  misturando publicidade e conteúdo num só produto final, e certamente faturando alto com isso.

No último sábado por exemplo, das cinco pautas apresentadas no programa --todas com dicas voltadas para o lar, a família-- três eram “patrocinadas”.

A primeira, convenhamos, foi brusca. Veio logo após uma matéria sobre como armazenar corretamente óleo vegetal usado na cozinha, inclusive como faturar com isso.

Então surgia Cyssa Guimarães, sentada em outro cenário, conversando com Zeca Camargo:

“Zeca, muito bom (...) ganhar dinheiro, mas não basta só ganhar. É preciso estar seguro”... E Zeca começa a elogiar um novo produto bancário “apoiado” pela Caixa Econômica Federal. “Seguro de vida é para usar em vida”, diz o apresentador.

Num quadro seguinte, Patrícia Poeta, ex-âncora do “JN”, também se mostra à vontade no novo cargo de "entertainer".

Ela aparece ao lado de um “especialista” que dá dicas de pinturas de paredes. A bancada do profissional está coberta de latas de tinta Suvinil. Ela encerra o quadro com o merchan;

“(Suvinil) está disponível em mais de 1.500 cores. Acesse o site… E termina com mais um "merchan" em jogral: “Porque se faz diferença para você (diz Patrícia), a Suvinil faz" (completa o especialista).

Por fim é a vez de Zeca Camargo acompanhar um simpático chef que vai ensinar ao público como fazer uma deliciosa tainha.

Logo se nota que o chef veste um avental com a marca de azeites Andorinha, e em sua bancada também há muitas e muitas garrafas do azeite. O suficiente talvez para umas 150 tainhas).

O “É de Casa” normalmente não tem muitos intervalos comerciais em suas quase três horas de duração aos sábados, então essa estratégia parece ser excelente para as receitas. A despeito da exposição das marcas, trata-se de um conteúdo bem útil.

Vale dizer que esse mix entre publicidade e conteúdo editorial não é uma criação da Globo, mas a emissora inovou seu uso e parece tê-lo levado a um outro patamar.

Em última análise, é uma forma publicitária rentável e muito menos agressiva que a de outros programas de variedades da concorrência, em que os apresentadores simplesmente param tudo o que estão fazendo para elogiar desabridamente esta ou aquela marca ao lado de um “representante” comercial.

@feltrinoficial

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