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Ricardo Feltrin

Análise: Na briga com operadoras, Simba paga por grave erro estratégico

Reprodução/Rede TV!
Representante da Simba, Marco Gonçalves, que veio do setor bancário Imagem: Reprodução/Rede TV!
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

16/04/2017 08h11Atualizada em 16/04/2017 08h11

Pouco mais de duas semanas após cortarem seus sinais das operadoras de TV paga na Grande SP, três emissoras abertas estão aprendendo uma dolorosa e caríssima lição com um erro corporativo.

Além de perderem de 25% a 30% de sua audiência nos últimos dias (dependendo da faixa horária até mais que isso), Record, SBT e RedeTV! agora estão numa posição enfraquecida na mesa de negociação.

Relembrando: essas 3 TVs criaram a Simba para representá-las junto ao governo e ao mercado. Sua primeira decisão prática foi cortar seus sinais das operadoras no último dia 29, porque estas se recusavam a remunerá-las por isso.

A Simba alegava que as operadoras remuneram Globo e Band (o que é verdade em termos, porque essas estão diluídas numa cesta com outros canais pagos), então queriam isonomia no tratamento (e pagamento).

Só que agora, com prejuízos crescentes (de público e logo de receitas), já se compreende na própria Simba que houve um grande erro estratégico.

Ele ocorreu no momento em que a joint-venture agiu de forma beligerante e cortou os sinais. Na verdade, tudo o que ocorre depois desse ato é até desimportante.

Ok, no jogo de ameaças a Net foi a primeira a colocar a “tela azul” no dia 27 (dois dias antes do apagão analógico) avisando aos assinantes que não estava chegando a um acordo com Record, SBT e RedeTV!, e que esses canais sairiam do ar se esse impasse persistisse.

ALGUÉM TINHA DE PISCAR

Acontece que isso tudo parecia mais um jogo de pôquer e de blefes. Isso porque no início de março a negociação já estava relativamente bem encaminhada entre Simba, Vivo e Claro Net. Só a Sky era 100% refratária a qualquer conversa.

Na reta final para o desligamento do sinal (29 de março), porém, veio a contratação de um novo negociador, vindo do setor bancário. 

Só que antes de Marco Gonçalves assumir como primeiro “CEO” da Simba, o então colegiado que cuidava das negociações já havia decidido que os sinais continuariam após o dia 29 de abril para que houvesse mais 30 dias de negociação. Nada mais sensato.

Nesse momento Gonçalves poderia ter sido decisivo no sentido da melhor solução, mas não foi.  

Com a contagem regressiva para o dia 29, veio a certeza que o desligamento iria ocorrer. As operadoras eram quem tinham menos a perder, e pagaram para ver as cartas da Simba, que piscou.

ESTAVA TUDO CERTO

Um importante executivo envolvido então chegou a afirmar em uma  reunião da própria Simba que o corte de sinal seria um “erro “homérico.

Sem precisar ser vidente, ele afirmou que haveria grande perda de público, e que não havia motivos para a negociação não continuar por mais 30 dias. Os demais representantes da Simba decidiram levar o blefe até o fim.

Segundo esta coluna apurou, o SBT foi o voto vencido na reunião que bateu o martelo pelo corte do sinal das operadoras.

RedeTV! e Record decidiram o destino das três por maioria simples. E, sabemos agora, foi um terrível erro que todas agora precisarão consertar.

Em tempo: as negociações da Simba com operadoras continuam. Ao menos com Claro Net e Vivo.

Já a Sky, com sua atual direção, é considerado um caso perdido.

@feltrinoficial

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