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Ricardo Feltrin

Para por fim à crise com operadoras, TVs abertas terão de "baixar a bola"

Reprodução/Rede TV!
Marco Gonçalves, CEO da Simba, que representa Record, SBT e RedeTV! Imagem: Reprodução/Rede TV!
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

22/04/2017 18h45Atualizada em 22/04/2017 18h52

Em  desvantagem nas negociações com as maiores operadoras de TV do país --de quem tiraram seus  sinais HD no último dia 29 na Grande SP--, Record, SBT e RedeTV! podem ter de reduzir significativamente suas  expectativas e desejo de remuneração caso queiram chegar a um acordo comercial e pacificar o mercado.

Recapitulando: essas três TVs abertas, representadas pela Simba, exigem remuneração pela cessão de seus sinais HD às operadoras. Esses sinais sempre foram gratuitos na era analógica, mas com a TV digital surgiu a brecha para que possam cobrar por eles das operadoras,

Embora a negociação ainda esteja em andamento, a Simba está numa posição difícil. As conversas com Vivo e Oi estariam em andamento; com a Net também, mas em menor ritmo.

Já com a Sky não há nem sequer conversas.

As três TVs que a Simba representa perderam até 35% de seu público (dependendo da faixa horária) desde o fatídico dia do corte, e já há pressões comerciais por um acordo rápido.

O problema central já fora abordado em texto do colunista Maurício Stycer, do UOL,  no último dia 31 (dois dias após o “apagão” analógico): a saída dos canais da TV por assinatura representou a perda de seu público de maior poder aquisitivo.

Mesmo que faça um acordo “neutro” nos próximos dias, isso não significa que a Simba desistirá de seu objetivo de remuneração. Mas provavelmente terá de colocá-lo de lado por ora, em nome de uma volta à normalidade. Ou, como já dito, reduzi-lo expressivamente agora.

Segundo a coluna apurou neste sábado, as maiores operadoras (Net e Sky) ainda estão irredutíveis em não remunerar ninguém no atual momento.

O último valor (especulado) sobre remuneração --ao qual a coluna teve acesso--, apresentado por representantes da Simba, falava em R$ 1,00 por assinante para SBT e outro R$ 1,00 para a Record; e mais  R$ 0,30 para RedeTV!

Reiterando que isso é especulação, o valor representaria um encarecimento de R$ 2,30 em cada assinatura de TV na Grande São Paulo e, posteriormente, em todo o país. São cerca de 18 milhões de pontos de TVs por assinatura no país.

Ou seja, a remuneração representaria até R$ 200 milhões anuais extras a SBT e Record. O problema é que faltou combinar antes com os russos (leia-se as operadoras_.

As operadoras não descartam discutir isso num futuro próximo, mas não agora --somente em um outro momento econômico do país.

Muitas conversas entre as duas partes devem prosseguir na próxima semana.

Até aqui, além do erro estratégico de radicalizar a discussão, boa parte das previsões da Simba para a “guerra” em curso se frustraram. A saber:

1ª) Não houve uma revolta generalizada de assinantes porque os três canais saíram do ar;


2ª) Não houve perda alguma de público para a TV por assinatura como um todo após o corte dos canais; ao contrário, esse público cresceu 14%, segundo dados consolidados da Kantar Ibope na Grande São Paulo;

3ª) Mesmo se quisesse mobilizar assinantes (ou fiéis da Igreja Universal, ligada à Record, por exemplo) a recorrerem ao Procon e outros órgãos de defesa do consumidor, haveria uma longa e ainda mais improdutiva (e cara) batalha jurídica pela frente. E sem nenhuma garantia de vitória

@feltrinoficial

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