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Ricardo Feltrin

Após revés com operadoras, Simba vai alterar sua equipe de negociação

Divulgação
Silvio Santos (SBT), Edir Macedo (Record) e Marcelo Carvalho e Amilcare Dallevo, da Rede TV!, que formam a Simba Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

15/05/2017 19h06Atualizada em 15/05/2017 19h06

A Simba, joint-venture criada por Record, SBT e RedeTV!, deve anunciar nos próximos dias o nome de um novo executivo para reforçar a negociação com as operadoras.

Segundo a coluna apurou, o novo nome deve ser ligado à área de telefonia. Em teoria ele vai servir de apoio ao CEO, Marco Gonçalves, nomeado em março.

Na prática, porém, o novo executivo é que será o novo elo de negociação com as operadoras. Oriundo do meio bancário, Gonçalves deverá ser destacado para outras funções, mas deve seguir como CEO.

Recapitulando o caso: os canais da Simba cortaram seus sinais das maiores operadoras na Grande São Paulo no último dia 29 de março. Já haviam cortado no Distrito Federal.

Eles querem ser remunerados pela cessão de seus sinais digitais para as operadoras, pois elas os incluem em seus pacotes.

As operadoras descartam fazer qualquer tipo de pagamento por sinais abertos, mas não fecham as portas para negociar --no futuro-- uma cesta de novos canais fechados.

É bom lembrar a função primordial da Simba, quando teve sua criação aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), no ano passado: produzir, desenvolver e distribuir conteúdo exclusivo, assim como a Globosat, ou os canais Fox, ou qualquer outro grupo midiático do mundo.

A negociação empacou com Net Claro e inexiste com Sky.

Na semana passada, mais um golpe: a Vivo, única operadora que ainda distribui Record, SBT e RedeTV! passou a informar seus assinantes que não entrou em nenhum acordo e que pode ser obrigada a cortar os sinais também em junho.

Ou seja: a Vivo também não aceita pagar nada pelos sinais abertos.

Conforme esta coluna já analisou, a Simba cometeu dois erros graves durante a negociação:

1) Cortar o sinal e não dar mais tempo aos negociadores;

2) Esqueceu ter ignorado a TV por assinatura no Brasil por quase 25 anos.

Com a saída das operadoras, a audiência de Record, SBT e RedeTV! Chegou a cair até 35% nos dias seguintes ao corte.

A Record e a RedeTV! ainda estão com audiências 20% a 40% menores, dependendo do horário; o SBT até recuperou boa parte, mas mesmo assim existe uma perda de público de poder aquisitivo que é vital para a publicidade de todos esses canais.

O corte de sinal na Vivo, se ocorrer, só deve agravar mais um pouco a crise.

@feltrinoficial

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