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Ricardo Feltrin

Mesmo com 3 TVs abertas a menos, ibope da TV paga em São Paulo perde fôlego

Reprodução/TV Record
Silvio Santos e Edir Macedo, acionistas da Simba, que ainda tem a RedeTV! no "board" Imagem: Reprodução/TV Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

02/06/2017 19h34Atualizada em 02/06/2017 19h46

Nos dias seguintes ao 29 de março, quando as maiores operadoras de TV por assinatura deixaram de transmitir Record, SBT e RedeTV! na Grande SP, a audiência dos canais pagos teve um grande impulso.

Na média das 24 horas do dia, em alguns dias eles chegaram a romper a fronteira do único dígito e a registrar mais de 10 pontos (ibope de todos os canais pagos somados, claro).

Mas parece que o fôlego parou por aí.

Aos números:

Em março --pré-corte das TVs da Simba-- a soma de todos os canais pagos registrou 8,5 pontos na região paulista (cada ponto = 70,5 mil domicílios). Em abril, essa média subiu mais de 10% (9,4 pontos).

No mês passado, porém, já houve um recuo para 9,1 pontos (-3%). Todos os dados são consolidados e apurados pela Kantar Ibope Media.

Uma explicação possível é que, num primeiro momento, telespectadores da Grande SP com pontos de TV paga que subitamente se viram  sem Record, SBT e RedeTV!, migraram para outros canais do menu.

No entanto, de acordo com os números de maio, isso não se tornou uma tendência.

Aparentemente havia uma expectativa errada tanto da Simba como das operadoras.

A primeira presumiu que, sem seus canais, haveria uma redução significativa na audiência de toda a TV por assinatura.

Isso não era um devaneio. Afinal, a soma do ibope de Record, SBT e RedeTV! chegava a representar de 15% a  20% da audiência de quem tem TV por assinatura em São Paulo.

Então não era insano imaginar que sem os canais Simba todo o ibope da TV paga cairia.

Só que isso não aconteceu.

Do outro lado, executivos de operadoras estavam esperançosos que a tendência positiva de ibope registrada em abril seria reforçada em maio. Ou seja, que as pessoas não só haviam esquecido os canais Simba, como estavam agora mais ligados na programação exclusivamente paga.

Mas isso também não aconteceu.

PAGAR PARA VER O QUE É GRATUITO

Só para o leitor entender: como já publicamos nesta coluna algumas vezes, cerca de metade dos domicílios com TV por assinatura no país quase não assiste aos canais pagos. Isso mesmo. Eles sintonizam apenas os canais abertos.

Pode parecer um anacronismo, uma incoerência ou só desperdício (pagar para ver canais gratuitos), mas isso é uma questão de hábito, de comportamento.

Enquanto isso, Simba e operadoras continuam a negociar a volta dos canais abertos. O que parece estar longe de acontecer.

@feltrinoficial

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