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Ricardo Feltrin

Análise: TV paga vive overdose de programas de bastidores de aeroportos

Patrick Nemes/Creative Commons
Duty free do aeroporto de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, área de "locação" de reality do NatGeo Imagem: Patrick Nemes/Creative Commons
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

17/06/2017 08h46Atualizada em 17/06/2017 08h46

A velha e surrada máxima “na TV nada se cria, tudo se copia” hoje em dia vale muito mais para a TV por assinatura que a aberta.

Pelo menos é isso que tem sido observado nos últimos anos, com uma série de programas muito semelhantes e que se espalham por canais diferentes.

Já houve e ainda há “ondas” de programas idênticos sobre os mais diversos assuntos: sobrevivencialistas, ermitões, caçadores das mais diversas tralhas --preciosas ou não--, casais em crise, conserto de carros etc.

A mais recente “moda” que invadiu a TV paga brasileira são os programas de bastidores de aeroportos.

No momento há cerca de 10, distribuídos em pelo menos três canais.

UMA CÂMERA NA MÃO...

A fórmula é simples e, aparentemente, não muito cara: basta colocar algumas equipes com câmeras na alfândega, nos corredores, salas de revista ou de observação, nos congêneres da Polícia Federal ou Interpol.

Então é só  esperar que os personagens involuntários --turistas ou criminosos mal-intencionados-- apareçam e sejam filmados em seu momento de desgraça.

Não deixa de ser um ambiente prolífico para as câmeras, já que todo tipo de problemas  acontecem em aeroportos:

Desde as pobres e azaradas “mulas” de redes de traficantes, que trazem cloridrato de cocaína em cápsulas no estômago; até pessoas incoentes que vêm visitar familiares que estão em situação irregular nesses países, e acabam caindo em contradições --e não raro, caindo no choro.

CHORO E RANGER DE DENTES...

Às vezes os problemas são os mais comezinhos, como a mãe que inocentemente traz vidros de conservas caseiras para o filho, e tem a bagagem retida pela “Anvisa” local; ou o jovem que não sabe falar em inglês e se enrola completamente na hora de explicar aos fiscais o que está fazendo ali.

Não raro as filmagens acabam em lágrimas, desespero… quando não no hospital: muita gente flagrada com drogas ou contrabando entra em desespero e chega a passar mal (também há muito fingimento, claro).

O canal pioneiro e “campeão” nessa moda é o NatGeo, que tem atrações nos aeroportos de Miami, México, Colômbia, Peru e Nova York, além de Dubai.

Este último, aliás --Dubai--, é o mais interessante de todos.

No maior aeroporto do mundo em volume de passageiros, as equipes do NatGeo se espalham por instalações que são maiores e mais populosas que muitas cidades.

Em vez de se ater apenas a problemas relativos a passageiros, a versão do reality em Dubai do NatGeo também acompanha problemas causados por atrasos, cargas mal acondicionadas em aviões, fechamentos e manutenção de pistas, e até  delicadas situações diplomáticas.

Recentemente o Discovery Channel também entrou na moda, lançando sua versão em Guarulhos (que irritou bastante o pessoal da Fox-NatGeo)

Outro canal, o A&E, também tem sua versão aeroportuária.

Ele exibe ocasionalmente o “Barrados na Fronteira”; uma de suas versões se passa em um asseado e pouco movimentado aeroporto do Canadá.

@feltrinoficial

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