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Ricardo Feltrin

Em documento, Simba pediu que operadoras mantivessem TVs abertas em Goiânia

Reprodução/TV Record
Silvio Santos se encontra com Edir Macedo; os dois são acionitas da Simba, ao lado dos donos da RedeTV! Imagem: Reprodução/TV Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

25/06/2017 10h36Atualizada em 25/06/2017 10h36

Depois de Record , SBT e RedeTV! terem seus sinais cortados das maiores operadoras de TV no DF e em SP, a Simba, joint-venture que as representa, mudou de estratégia na semana passada. Foi quando terminou a era analógica na 3ª região do país: Goiânia e mais 28 cidades do entorno.

Em documento enviado dias antes do corte às operadoras, a Simba, pela primeira vez, pediu que os sinais das três TVs abertas que ela representa fossem mantidos, enquanto prosseguem as discussões sobre remuneração por esses sinais, a ser feita (ou não) pelas operadoras.

No documento, a Simba pede que os sinais sejam mantidos no mínimo até dezembro.

Se documento semelhante tivesse sido assinado pela Simba antes de março, as três emissoras estariam no ar até hoje em São Paulo nas maiores operadoras: Net Claro e Sky. Elas só estão sendo transmitidas no momento pela Vivo.

A nova estratégia da Simba mostra uma mudança radical --e positiva-- nos rumos da negociação.

ENTENDA O CASO…

Recapitulando: desde março, quando ocorreu o corte do sinal analógico na Grande SP, maior mercado do país, a Simba exigia que as operadoras remunerassem Record, SBT e RedeTV! por seus sinais digitais. A legislação permite isso.

Essas TVs alegavam que as operadoras remuneram Globo e Band, e que não havia motivo algum para não pagá-las também.

Só que as operadoras se recusaram a fazer qualquer pagamento por esses sinais, que sempre foram gratuitos. No entanto, iniciaram discussão em que não descartavam remunerar, no futuro, novos canais lançados pela Simba exclusivamente na TV por assinatura.

O argumento é que as operadoras não remuneram Globo e Band isoladamente, mas dentro de uma cesta de outros canais exclusivamente pagos (Globomews, Bandnews, Multishow, GNT, Arte 1 etc. etc. etc.).

O impasse levou ao corte do sinal de Record, RedeTV! E SBT no Distrito Federal e em São Paulo, com grande prejuízo e perda de público para as três.

Para evitar perdas maiores, a Simba, por meio de seu novo negociador, Ricardo Miranda, decidiu mudar o tom, baixar a bola nas exigências.  Essa mudança de tom necessária já havia sido antecipada por esta coluna em abril.

Um mês antes, como o site Notícias da TV informou, a Simba chegara à mesa de negociação exigindo valor considerado absurdo: quase R$ 3,5 bilhões anuais das operadoras por três canais abertos.

Após terem a proposta rechaçada, a Simba chegou a baixar o valor almejado, mas ele ainda era considerados ilusório pelas operadoras (R$ 840 milhões).

EXPECTATIVAS FRUSTRADAS

A expectativa da Simba era que as operadoras iriam acabar aquiescendo e aceitando o valor.

Por que pensavam assim? Bem, por causa da grande audiência desses três canais no universo de quem tem TV paga (quase 30%).

Seus executivos também acreditavam que haveria uma “revolta” e cancelamentos em massa de assinantes, além de perda de público.

Só que não aconteceu nada disso. Os assinantes não se revoltaram, não houve cancelamentos fora do ponto habitual e, pior: o público da TV paga não só não caiu, como até cresceu (bem como a audiência dos canais pagos).

A mudança de tom por parte da Simba vem sendo elogiada por executivos ligados às operadoras.

Mesmo assim ainda é cedo para saber como esse histórico e tenso período das telecomunicações brasileiras irá terminar.

Leia também:

Em 20 episódios, "Power Couple" perdeu 20 vezes para o SBT no ibope

O dia em que Silvio Santos recusou R$ 100 milhões da JBS

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