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Ricardo Feltrin

Anúncio da Simba de "acordo" para voltar à TV paga choca operadoras

Reprodução/TV Record
Silvio Santos se encontra com Edir Macedo; os dois burilaram a criação da joint-venture Simba, com a RedeTV! Imagem: Reprodução/TV Record
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

30/06/2017 07h16Atualizada em 30/06/2017 07h16

O anúncio unilateral feito ontem pela joint-venture Simba, de que teria chegado a um “acordo com órgãos de defesa do consumidor” para retornar à TV paga em São Paulo e no DF, pegou ao menos uma parte interessada totalmente de surpresa: as operadoras.

Até o momento do anúncio, feito no final da tarde de ontem, nem a Net Claro, nem a Sky e muito menos a ABTA (Associação Brasileira das TVs por Assinatura) haviam sido consultadas ou tinham qualquer conhecimento dessa “negociação paralela”.

Por esse acordo, a Simba diz estar autorizando "generosamente" as operadoras a voltarem a transmitir seus canais, enquanto a negociação continua.

Só que isso não basta. Os três canais terão de fazer o mesmo que fizeram em Goiânia. Vamos explicar:

A joint-venture Simba representa Record, SBT e RedeTV!, que desejam ser remuneradas por seus sinais digitais pelas operadoras. Esse sinal, até a era analógica, era gratuito.

Conforme o colunista Maurício Stycer, do UOL, antecipou ontem, a negociação lateral foi feita entre a Simba e órgãos como o Proteste e o Inadec (Instituto Nacional de Defesa do Consumidor), criado por Celso Russomanno, deputado federal e funcionário da Record.

Na verdade essa negociação é uma tentativa de saída honrosa encontrada pela Simba, diante da negativa das operadoras em remunerar os três canais.

Eles  chegaram à mesa de negociação em março exigindo R$ 3,5 bilhões anuais, segundo o site Notícias da TV.

Depois baixaram o valor para R$ 840 milhões, mas isso continuou sendo considerado fora da realidade pelas operadoras.

Depois de verem sua audiência qualificada minguar sem a exibição nas maiores operadoras, a Simba mudou de estratégia no último dia 21, quando o sinal analógico terminou em Goiânia. Ela assinou um documento autorizando a continuidade do sinal até dezembro, enquanto as negociações (por remuneração) prosseguiriram


SAIA JUSTA

O curioso é que o anúncio unilateral da Simba feito ontem ocorre num momento em que as conversações haviam voltado a ser produtivas.

As coisas melhoraram especialmente depois que a joint-venture escolheu um novo negociador, o executivo Ricardo Miranda, ex-presidente da Sky. A escolha vinha sendo elogiada pelas operadoras.

O anúncio de “acordo” com entidades pró-consumidores parece, isso sim, uma forma de tentar sair honrosamente da arapuca em que ela própria se meteu quando radicalizou e decidiu pelo corte dos sinais em 29 de março.

Afinal quem mais foi prejudicado pela saída foram justamente os canais da Simba, que perderam audiência e o público qualificado da TV paga.

Leia também:

Simba contrata ex-presidente da Sky para retomar negociação com operadoras

Sem conseguir acordo, emissoras da Simba recuam e aceitam voltar à TV paga

colunista no Twitter, no Facebook ou no site Ooops

 

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