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Ricardo Feltrin

No cinema, Dalton Vigh faz âncora medíocre que "se acha" o William Bonner

Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

28/08/2017 06h12Atualizada em 28/08/2017 13h07

Fora da TV aberta desde que interpretou Dom Raposo em “Liberdade, Liberdade” (Globo), Dalton Vigh volta à tela grande dentro de dois meses.

Em outubro estreia o longa-metragem “A Comédia Divina”, filme de Toni Venturi (“Cabra Cega”, “Estamos Juntos”, “Latitude Zero”) que, a despeito do título --semelhante à obra de Dante Alighieri--, é na verdade uma adaptação do conto “A Igreja do Diabo”, de Machado de Assis, publicado originalmente em 1884.

No filme, Vigh interpreta Mateus, um âncora cinquentão e decadente de uma televisão minúscula, mas que ainda sonha grande. Sonha? Para o ator talvez seja melhor usar a palavra “delira”.

“Mateus não passa de um sem-noção, egocêntrico, que não vê a si próprio e acha que é o William Bonner”, diz o ator.

Na história, Mateus participa com convidado especial da festa de formatura de uma turma de formandos em jornalistas. “Ele ainda tem algum cacife”, brinca Vigh. Entre os formandos está a personagem de Mônica Iozzi, com quem ele se envolve emocionalmente.

Os dois ficam juntos e Mateus começa a se sentir ainda mais poderoso e influente.

Afinal, acaba de “traçar” uma linda jovem jornalista. O problema é que ela troca o âncora por ninguém menos que o diabo, que decidiu lançar uma igreja, enciumado que está do sucesso de pastores e bispos evangélicos.

Ela acaba se envolvendo com o diabo em pessoa, encarnado por Murilo Rosa.

Antes que alguém faça a observação, o filme não tem nenhuma relação ou inspiração no seriado “Vade Retro”, exibido recentemente na Globo e no qual Iozzi também se envolve com o tinhoso, interpretado por Tony ramos.

Isso porque “A Comédia Divina” foi rodado em 2014, e passou os três últimos anos na geladeira á espera de patrocínio e captação de recursos para o lançamento.

“Quando Mateus, que é um personagem coadjuvante, percebe que foi passado para trás ele fica enciumado porque é um sujeito extremamente vaidoso. E, como eu disse, sem,-noção”, conta Dalton Vigh.

Além de Iozzi e Murilo Rosa, o filme ainda conta com Juliana Alves e Thiago Mendonça, entre outras estrelas.

Enquanto o filme não estreia, Vigh, 53 anos, diz estar escrevendo três roteiros diferentes.

Um deles, sobre a curiosa vida de um figurante de novelas. Fora da Globo e sem contrato, atualmente ele pode ser visto no seriado “O Negócio”, da HBO.
 

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