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Ricardo Feltrin

Globo proíbe jornalistas de fazer check-in e marcar grifes em redes sociais

Reprodução/TV Globo
Jornalistas da TV Globo e da Globonews têm novas regras sobre redes sociais Imagem: Reprodução/TV Globo
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

05/12/2017 00h09Atualizada em 04/12/2017 21h03

A Globo decidiu que seus profissionais de Jornalismo devem acabar com a prática de fazer check-in em estabelecimentos comerciais, como restaurantes e hotéis, bem como marcar ou exibir grifes e produtos em suas redes sociais.

Comunicado enviado a todos os profissionais por Ali Kamel, diretor-geral de Jornalismo e Esportes da Globo, avisa que essa prática deve acabar, que vale para toda a rede da emissora e que os diretores regionais e editores-chefes deverão se certificar “de que esse e-mail (comunicado chegou a todos”.

“(Jornalistas) devem evitar em suas atividades públicas tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.”

Segundo a coluna apurou, a decisão se deve ao que a direção da emissora considera uma “proliferação” nas últimas semanas de marcações e check-ins de empresas. Isso leva ao risco de que o público entenda como merchandising, ainda que subliminar.

Nos últimos tempos vários profissionais da casa têm feito em suas redes sociais privadas postagens de marcas, casas noturnas, hotéis, resorts, fornecedores de produtos ou prestadores de serviços.

“Marcas, evidentemente, devem ser evitadas”, diz o comunicado.

Leia abaixo a íntegra da mensagem enviada pelo diretor-geral aos profissionais de Jornalismo da Globo:

“Amigos,

De forma certamente não proposital, alguns jornalistas da Globo, em suas redes sociais, têm publicado fotos suas com a marca aparente de algum produto, roupa, restaurante, hotel e afins. Ou, então, permitindo que o espaço para “localização” da foto remeta a alguma marca.

Isso leva o público a crer que possa estar diante de publicidade, mesmo que subliminar.

Marcas, evidentemente, devem ser evitadas. E os nomes de restaurantes e lojas, no espaço dedicado à localização (nas redes sociais), devem ser substituídos pelo nome da cidade em que a foto foi tirada.

Isso evitará percepções equivocadas.

Nosso princípios editoriais afirmam que a participação de jornalistas do Grupo Globo em plataformas da internet, como blogs pessoais, redes sociais e sites colaborativos deve levar em conta que os jornalistas são em grande medida responsáveis pela imagem dos veículos para os quais trabalham e, por isso, devem evitar em suas atividades públicas tudo aquilo que possa comprometer a percepção de que exercem a profissão com isenção e correção.

Peço aos diretores e aos editores-chefes que se certifiquem de que esse e-mail chegou a todos.

Abraços

Ali Kamel”

GLOBONEWS

O comunicado obviamente se estende à Globonews e inclui não só marcação em redes sociais, mas, em alguns casos, o fim da prática de ouvir sempre uma mesma empresa para elaboração de reportagens.

Recentemente, segundo a coluna apurou, descobriu-se que uma comentarista econômica do canal de notícias da Globosat sempre utilizava uma mesma "empresa de análise econômica" em seus textos sobre economia.

Logo descobriu-se também que a jornalista integrava o "conselho" dessa mesma empresa, inclusive com seu nome constando no site da empresa em questão.

Após a revalação, seu nome foi retirado às pressas do "board" e teve de parar de citá-la em suas "análises econômicas". 

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