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Ricardo Feltrin

TVs passaram 2017 negando notícias que eram verdadeiras; veja 5 delas

Reprodução/TV Gazeta
Catia Fonseca se despede do "Mulheres", programa que apresentou na Gazeta durante 15 anos Imagem: Reprodução/TV Gazeta
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

29/12/2017 07h11

Não são só os políticos brasileiros que tentam negar a realidade. Isso também é muito comum no mundo da TV aberta.

Durante o ano, as  emissoras têm o hábito de negar informações publicadas na imprensa. Demissões, contratações, extinção de programas, mudanças na grade....

Ou seja, quase tudo que é publicado que desagrade aos executivos das emissoras geralmente ganha uma nota “furiosa” ou um “desmentido’ por parte das assessorias dos canais.

E 2017 não foi diferente. A coluna elegeu 5 fatos consumados que, qual os políticos pegos de calças curtas, também foram negados “com veemência” pelas emissoras.

No final do texto, se você lembrar de mais alguns, escreva uma mensagem no sistema de comentários do UOL.

O fim do X-Factor

Esta coluna já havia cravado no primeiro semestre do ano passado que a Band não faria nenhuma edição do X-Factor este ano.

Por dois motivos: o custo absurdo de produzir o programa; a falta absurda de audiência. O então executivo da Band Diego Guebel teve um “tremelique” e exigiu que a assessoria da Band corresse desmentir a notícia. Em julho deste ano finalmente a verdade veio à tona, depois que o site Notícias da TV informou que a emissora não só havia desistido do X-Factor como também já tinha um substituto.

O fim do Pânico na Band

Justiça seja feita, neste caso a Band não negou a informação de que o programa do humor deixaria a grade em 2018. Não. Quem tratou de negar foi o diretor do programa. Quando esta coluna publicou que três humoristas já haviam sido demitidos por telefone, também houve uma grande ofensiva nas redes do tipo “é mentira”; “é uma inverdade” etc e tal. Mais uma vez todos sabem o que aconteceu no fim da história.

A demissão de William Waack

Embora tenha postado uma nota oficial informando que emissora e Waack iriam se reunir para definir “os próximos passos” após ele ser afastado do “Jornal da Globo” por causa de um comentário racista, todas as vezes que nós colunistas perguntamos à emissora se ele seria demitido a resposta sempre foi negativa. Dentro da Globo, porém, já se sabia desde o primeiro dia que o destino de Waack estava selado.

A não renovação de contrato de Gugu

Esta coluna foi a primeira a informar que Gugu Liberato não renovaria contrato com a Record. O apresentador se recusa a perder seu programa e a virar um mero "host" de reality show, como ocorreu com Xuxa. A informação caiu como uma bomba nos corredores da Record. Executivos da casa chegaram a dizer que tudo não passava de um blefe de Gugu, e anunciaram que um almoço selaria a renovação. Se Gugu foi ao almoço?

Cri, cri, cri, cri... (grilos) 

A saída de Cátia Fonseca da Gazeta

Uma das situações mais embaraçosas do ano ocorreu depois que o colunista Flavio Ricco, do UOL, publicou em 12 de dezembro que ela e a Band haviam fechado acordo. Horas depois a própria Cátia postaria um vídeo (que ela fez obrigada, segundo dizem) negando a saída da emissora paulistana. Como é praxe, 90% da chamada imprensa televisiva (que havia levado um furo) correu destacar em letras garrafais o desmentido, quase que como chamando o colunista de mentiroso.

Mas a verdade e o jornalismo riram por último.
 

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