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Ricardo Feltrin

Band estreia "O Sócio", melhor, mais caro e rentável reality show do mundo

Divulgação
Marcus Lemonis, o host do reality show "O Sócio", que estreia na quinta na Band Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

21/01/2018 08h01

Esta semana a TV aberta poderá confirmar --ou provavelmente desmentir-- aquilo que a maioria dos "milhões" de críticos de TV brasileiros acreditam ser verdade.

A saber, que basta um programa ser bom ou muito bom para que ele tenha público e muito ibope. Mas a gente sabe que não é bem assim.

Na quinta-feira, 22h30, a Band estreia “O Sócio”, reality show de negócios exibido já há alguns anos no canal pago The History.

Pense num programa quase perfeito: o apresentador-agente é um homem determinado de origem libanesa, que emigrou para os Estados Unidos ainda menino para escapar das guerras em seu país; foi adotado por um casal norte-americano de origem grega.

Ele não só escapou da guerra e da pobreza, como se tornou um bilionário bem-sucedido. Hoje salva da falência iminente pequenas e médias empresas dos mais diversos setores nos Estados Unidos (e está começando a atuar em Cuba).

O nome dele é Marcus Lemonis, 44 anos, o host de “O Sócio”, programa que nasceu em 2013 e já está na quinta temporada, num total até aqui de quase 70 episódios --quase todos sensacionais.

Não se engane. Marcus está longe de ser um mecenas de coração grande.

Como ele próprio diz de forma sincera várias vezes, ele está no programa para salvar empregos, sim, mas da mesma forma para ganhar dinheiro.

Uma das maiores qualidades de “O Sócio” é o fato de nenhum dos personagens ter tempo para fingir ser o que não é diante das câmeras (caso dos BBBs, A Fazenda e outros reality shows da vida...)

O apresentador usa dinheiro de seu próprio bolso e já colocou e faturou milhões e milhões de dólares em empresas em dificuldades, o que faz deste reality show certamente não só o mais caro do mundo, mas também o mais rentável.

Segundo o canal History, ele comanda hoje cerca de 7.000 funcionários e o faturamento de todas as empresas das quais é sócio chega a US$ 3 bilhões (cerca de R$ 10 bilhões).

MAIS QUE DINHEIRO EM JOGO

Nesse programa são empregos, famílias, fortunas que estão em jogo de forma absolutamente real.

São pessoas que investiram tudo que tinham e todas as suas forças em empresas que até podem ter começado muito bem --e é isso que chama a atenção de Lemonis--, mas afundaram na burrice, na má administração ou somente no problemático ego de seus proprietários.

É aí que Marcus Lemonis entra com sua expertise, não raro criando um choque de administração tão grande junto aos antigos donos que já chegou a ser ameaçado de agressão por sócios.

O problema é que, para quem nasceu e viveu em meio a guerras sangrentas, o bufar e a ameaça de alguns valentões de rua não significa nada.

Lemonis é um sujeito implacável e tem a força de sua bancária a seu favor.

Mas, ao mesmo tempo um humanismo e uma inteligência, vá lá, emocional tão notável que é impossível não se render ao seus argumentos e ao seu imenso carisma.

Numa escala de 0 a 10, “O Sócio” é um dos poucos programa que esta coluna daria a nota máxima.

É esse programa que a Band estreia na próxima quinta, num raro e verdadeiro presente para o telespectador da TV aberta.

Vamos ver se esse telespectador vai reconhecer a dádiva ou será, mais uma vez, ingrato com um produto de altíssima qualidade.

O quê: O Sócio (The Profit)
Onde: Na Band
Quando: Quinta, dia 25, 22h30
Avaliação: Excelente

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