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"Sem visão, só me resta improvisar", diz cego que cobriu Carnaval para TV

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O humorista Magela Ceguinho Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

20/02/2018 13h26

Para o humorista Geraldo Magela, mais conhecido como Magela Ceguinho, trabalhar na cobertura do Carnaval para uma emissora de TV foi algo inédito e que exigiu muito dele.

“Como nunca sabia quem ia entrevistar, eu não tinha dados sobre as pessoas, sabia pouco a respeito delas”, diz Magela sobre a cobertura da festa como "repórter" para a RedeTV!

Aos 59 anos, ele já trabalhou na Record e estava havia cinco anos longe da TV. Seu último trabalho na TV foi em 2013 na “Escolinha do Gugu”.

“No Carnaval eu tive de improvisar. Como cego, só me resta o improviso e ser rápido no raciocínio o tempo todo”, afirma.

“Mas, acho que  se no ano que vem a RedeTV me chamar, aí sim estarei muito mais preparado.”

Mineiro de Belo Horizonte, Magela sofre desde nascença de retinose pigmentar. O máximo que se lembra de ter enxergado, quando criança, são alguns vultos.

Mas, a doença evoluiu e ele perdeu 100% da visão em pouco tempo.

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