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Ricardo Feltrin

Com crise e sem Copa, ESPN perde mais de 1 milhão de assinantes no país

Michael Regan/FIFA via Getty Images
Estádio Luzhniki, palco da abertura e da final da Copa da Rússia este ano Imagem: Michael Regan/FIFA via Getty Images
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

05/03/2018 07h48Atualizada em 06/03/2018 16h32

A crise econômica, o desemprego e, claro, o fato de ter desistido de transmitir a Copa da Rússia já afetam duramente os canais ESPN no Brasil

Dados exclusivos obtidos pela coluna apontam que a ESPN perdeu mais de 1 milhão de assinantes desde o início do ano passado.

Em audiência, a ESPN Brasil já foi ultrapassada pela Fox Sports, que hoje é o segundo canal esportivo mais visto, só atrás da SporTV (Globosat).

Na noite desta segunda (05), a assessoria da ESPN enviou uma nota à coluna (leia mais abaixo a nota).

Vale dizer que os canais ESPN são bastante prejudicados também porque as maiores operadoras de TV paga do país não os incluem jamais em pacotes econômicos ou mais baratos de assinaturas.

Porém isso não pode ser atribuído como uma culpa apenas das operadoras, e sim da negociação que foi feita no passado entre ambas as partes.

Já os canais SporTV estão em praticamente todas as assinaturas, exceto nas chamadas "super econômicas" (que basicamente só têm canais abertos).

A ESPN transmitiu as últimas três Copas, mas desistiu da Rússia alegando que os direitos de exibição estavam caros demais, conforme o blog “UOL Esporte Vê TV” publicou em fevereiro.

Os chamados canais premium foram os mais atingidos pela crise econômica que grassa no país nos últimos anos: devido à falta de dinheiro, muitos assinantes deixam pacotes mais caros e  migram para os mais baratos; ou então deixam de pagar o "plus" que lhes dava acesso a esses canais premiu. Ou, por fim, pode mesmo deixar a TV paga.

Em 2017, o volume de assinantes de TV paga no Brasil se manteve estável, mas o setor registrou queda de assinantes desde o fim da Copa de 2014.

OUTRO LADO

Por meio de sua assessoria, a ESPN enviou nota a respeito desta coluna. Abaixo, o trecho que aborda os dados publicados neste texto.

"Em relação a sua matéria publicada nesta segunda-feira, a ESPN gostaria de fazer importantes esclarecimentos. De acordo com números da Anatel, o mercado brasileiro de TV por assinatura caiu em cerca de 1 milhão de assinantes, e não apenas os canais ESPN, como a matéria indica.

É importante destacar que existem diversos modelos de contratação dos canais ESPN junto aos operadores, fato que disponibiliza os canais em diferentes pacotes.

A sua informação sobre audiência (..."foi ultrapassada há tempos, por larga vantagem, pela Fox Sports") não condiz com os dados do mercado; Segundo dados do Ibope, os canais ESPN foram o segundo grupo de canais esportivos mais vistos da TV paga em 2017, com aumento de 15% na audiência em relação a 2016 - alta superior aos 10% de média dos canais esportivos. 

RÉPLICA

A coluna trata apenas do número de assinantes dos canais ESPN, e não da TV paga como um todo.

Os dados da Anatel fornecidos pela assessoria não negam a perda de assinantes nos últimos tempos. Na soma de 1 milhão de assinantes perdidos estão também aqueles que cancelaram os pacotes dos canais ESPN (que são premium), porém continuam clientes da TV paga em outros pacotes.

Os dados sobre audiência publicados representam não a soma de canais, e sim o confronto só entre ESPN Brasil x Fox Sports (1), que são as principais concorrentes (atrás da líder SporTV e à frente dos canais EI).

 LEIA MAIS

ESPN abre mão da Copa e prioriza Libertadores e Liga dos Campeões

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