Topo

Coluna

Ricardo Feltrin

"Outro Lado do Paraíso" termina abaixo de "Avenida Brasil" no ibope em SP

Reprodução/Globo/Montagem UOL
Novela de Walcyr Carrasco foi muito bem em audiência, mas não venceu "Avenida Brasil" Imagem: Reprodução/Globo/Montagem UOL
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

11/05/2018 19h11

“O Outro Lado do Paraíso”, de Walcyr Carrasco, termina  hoje com praticamente zero de chance de vencer o tabu da audiência de "Avenida Brasil", de 2012 --ainda o último maior ibope em pontos de uma novela das 21h30 em São Paulo (principal mercado da publicidade da TV).

Na comparação até o penúltimo capítulo de cada trama, "Outro Lado" registra 38,5 pontos, contra 38,8 de "Avenida Brasil" (e 39,2 de "Fina Estampa").

Por essa comparação, a chance de o último capítulo ter um índice capaz de fazer "Outro Lado" dobrar "Avenida" seria um real milagre.

E, vá lá, mesmo se ocorresse o maior de todos os milagres, isso não mudaria outro importante quesito da audiência: o chamado share.

Porque “O Outro Lado do Paraíso” perde feio em share --a participação de um programa no universo de TVs ligadas-- para suas antecessoras.

Share em outras palavras significa: na hora da novela, do total de TVs ligadas em SP, que porcentagem a estava sintonizando.

Pois bem, o share “O Outro Lado” até o penúltimo capítulo (54,0%) não chegará nem perto do share de “Avenida Brasil” até o penúltimo episódio (62,4%), e nem do de “Fina Estampa” (62,2%).

Lembrando que "Fina Estampa", essa grande obra de Aguinaldo Silva, foi bem no ibope praticamente desde o início.

Já "Avenida Brasil", de João Emanuel Carneiro, demorou um bocadinho a embalar, mas não tanto quanto "O Outro Lado".

No caso dessa, a "decolagem" só ocorreu em 12 de dezembro, com a volta de Clara (Bianca Bin), quando deu pela primeira vez 42 pontos de ibope em SP.

De qualquer forma, a trama de Walcyr Carrasco entra para a história como uma produção que foi tão bem que conseguiu elevar a audiência da Globo em todo o horário nobre.

Além, é claro, da enorme repercussão junto ao público, na internet e na imprensa de forma geral.

Colunista no Twitter, no Facebook ou no site Ooops