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Ricardo Feltrin

Nova grade da GloboNews ainda tem pouco efeito sobre ibope

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Izabella Camargo e Zé Roberto Burnier no matinal (e longo) "Em Ponto", da GloboNews Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

10/09/2018 07h11

A nova programação da GloboNews terminou seu primeiro mês sem apontar repercussão junto ao público da TV paga.

A emissora noticiosa da Globosat fechou agosto com 0,50 ponto na medição entre canais pagos.

Essa tabela exclui TV aberta, é feita pela Kantar Ibope Media e nela cada ponto equivale a 115 mil domicílios sintonizados (a coluna obteve esses dados por fontes fora do Ibope).

No mês passado, em nota oficial (aqui o texto com a nota), a GN negou o fracasso e afirmou que o canal havia subido sete posições no ranking da TV paga (veja abaixo).

Na verdade, subiu cinco, não sete. De fato marcou mais que junho (0,42) e julho (0,43). Mas, menos do que em agosto do ano passado (0,52).

Também está bem longe do recorde do ano, abril (0,78) ou mesmo o de maio (0,66).

A nova programação da GloboNews foi antecipada por esta coluna ainda em abril deste ano, que já informava que o canal estrearia após a Copa três telejornais/programas diários, cada um com três horas de duração.

Seria um jornal matinal, que virou “Em Ponto”, a ampliação do “Edição das 10h” (para que acabasse só às 13h) e o opinativo vespertino “Estúdio i”.

ANÁLISE

A estreia da nova grade da GN atrasou duas semanas: a ideia era estreá-la no dia seguinte à Copa da Rússia (lembrando que o canal ganhou nova direção em janeiro).

A nova programação começou com clima tenso na Redação.

A coluna chegou a publicar que a nova programação fracassou, mas hoje faço um mea culpa. Essa conclusão é injusta e apressada.

Estamos falando de TV por assinatura, e 0,5 ponto num momento de perda de assinantes e queda de audiência de quase 25% nesse “setor” em um ano. Não é pouco.

Além disso é um público, digamos, mais abonado em relação ao da TV aberta. Portanto muito importante para a publicidade.

É preciso lembrar ainda que a GloboNews é um canal com performance diretamente ligada ao fenômeno do noticiário.

Como esta coluna analisou duas semanas atrás: se há notícias, ainda que num domingo de plantão, com equipe reduzida (como ocorreu na noite do incêndio no Museu Nacional), o telespectador é muito bem agraciado pela GloboNews.

Veja a audiência do canal noticioso da Globosat na TV paga em 2018:

Mês - ibope - Posição no ranking da TV paga

Janeiro - 0,50 (13º lugar)

Fevereiro - 0,47 (15º lugar)

Março - 0,51 (11º lugar)

Abril - 0,78 (8º lugar)

Maio - 0,66 (8º lugar)

Junho - 0,42 (17º lugar)

Julho - 0,43 (17º lugar)

Agosto - 0,50 (12º lugar)

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