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Léo Dias termina 1ª fase de tratamento contra vício e passa bem

Apresentador do SBT Léo Dias - Reprodução/SBT
Apresentador do SBT Léo Dias Imagem: Reprodução/SBT
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

20/09/2018 10h44

O colunista e apresentador Léo Dias, do SBT, terminou a primeira fase do tratamento contra o vício em cocaína, que começou a se submeter desde a última segunda.

Léo, 43 anos, do "Fofocalizando", está se tratando em uma clínica na cidade de Paulínia (interior de SP) que utiliza um método não convencional contra adicção, com administração de uma substância chamada ibogaína.

A ibogaína é um alcalóide, o princípio ativo da iboga, uma planta de origem africana, cujo uso ancestral era ritualístico. Porém, anos atrás descobriu-se que, sintetizada, agia como uma espécie de antagonista de outros alcalóides, como cocaína, heroína e morfina, por exemplo.

A ibogaína é aprovada para uso em ambiente hospitalar pela Anvisa.

Em 2014, o UOL revelou os resultados de uma pesquisa realizada pela Unifesp com a droga. Os resultados foram surpreendentes.

Léo está internado na clínica IBTA (Instituto Brasileiro de Terapias Alternativas) e o custo do tratamento, que pode durar duas semanas, é de R$ 8.000.

A administração da ibogaína é feita em comprimidos e a quantidade tem relação direta com o peso corporal.

“O uso de iboga é para quem quer se curar, para quem quer se recuperar. Não adianta a família obrigar”, diz o terapeuta Rogério Souza, diretor da IBTA.

Segundo ele, já foram atendidos cerca de 3.000 pacientes viciados em crack e cocaína com a substância, e ele estima que entre 40% e 65% deixaram o vício, o que é um índice excelente.

Hoje (20), Léo deve iniciar a segunda fase do tratamento, com novas doses da substância.

A ibogaína não é um tratamento convencional e também tem seus críticos na medicina. Isso porque ela causa alucinações e visões, além de outros efeitos colaterais eventuais, como diarreia e vômito.

Grosso modo, para quem conhece, ela lembra vagamente os efeitos da ingestão do Santo Daime, só que com uma potência multiplicada várias vezes.

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