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Ricardo Feltrin

Lobby se mobiliza contra lei que dá cadeia para pirataria de TV paga

Operadoras apertam o cerco aos que pirateiam sinais de TV por assinatura
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

06/11/2018 10h08

Defensores, usuários e vendedores das chamadas “caixas” que pirateiam sinal de TV por assinatura estão dando as caras na internet. E num site federal.

Desde a semana passada eles iniciaram uma mobilização por WhatsApp convocando o grupo a  a votar contra o (PLS) projeto de lei do Senado nº 186/2013, que torna crime a interceptação ou recepção não autorizada de sinais da TV por assinatura.

O projeto, de autoria de Blairo Maggi, prevê prisão de seis meses a dois anos de prisão para quem “piratear” os sinais de operadoras.

O “lobby” pró-pirataria está dando resultado ao menos na enquete realizada pelo site do Senado.

Até a manhã desta terça-feira (6) já há mais de 10.000 votos contra o projeto (586 a favor).

Os usuários que lideram o protesto no WhatsApp estão mentindo e exagerando o projeto, de forma a criar ,mais pânico.

"Pessoal vamos votar não através desse link (...) que aplica pena de até 10 anos sobre quem comercializa, compra, instala e armazena receptores alternativos. Vamos todos votar não", diz uma das mensagens.

Há anos as operadoras de TV do país tentam criminalizar não só o furto de sinal, mas a venda, compra e armazenamento de caixas que permitem a pirataria de sinais.

Estima-se que no Brasil haja cerca de 3,2 milhões de domicílios com acesso a sinais de TV pirateados.

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