Topo

Coluna

Ricardo Feltrin


Alunos que acusaram Globo de plágio serão processados por plágio

Reprodução/Gshow
Eurico é castigado em "O Sétimo Guardião" Imagem: Reprodução/Gshow
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

2019-03-27T09:00:00

27/03/2019 09h00

Não, você não leu o título acima errado. Os 26 alunos-roteiristas de uma oficina ministrada por Aguinaldo Silva, que iniciaram um processo contra o autor e a Globo por plágio, em "O Sétimo Guardião", também serão processados por plágio.

A coluna apurou que a Globo vai incluir os 26 escritores como co-autores para se defender de uma nova acusação de plágio, fato que esta coluna informou ontem com exclusividade.

Após acionarem a emissora no ano passado, as partes chegaram a um acordo e os 26 tiveram seus nomes incluídos na abertura da novela.

Conforme esta coluna informou ontem, a escritora fluminense Barbara da Cunha Coelho Rastelli, autora do livro "As Muralhas da Vida Eterna: Uma Metáfora Sobre o Tempo" (2015, editora AgBook, 405 págs), entrou com uma ação judicial na qual acusa a Globo e os autores da trama de terem plagiado não só o cerne, mas vários trechos de seu livro.

A ação é movida pelo escritório Velith e Barbosa Advogados Associados e a autora é a advogada Daniele Rabello, que fez a petição na Justiça em Teresópolis, Rio.

A coluna apurou ainda que ao menos dois ex-alunos de Aguinaldo Silva, "co-autor", moravam na mesma cidade da escritora, Teresópolis, onde ela é relativamente conhecida.

Além da Globo, por meio de sua advogada, a escritora --que pede a suspensão da exibição imediata de "O Sétimo Guardião"-- citará os 26 co-autores na ação que move.

Ela pede ainda uma perícia integral e comparativa sobre as duas obras e uma análise do faturamento comercial do produto, para fins de indenização futura que poderá ser reivindicada junto à Globo.

A princípio, porém, o pedido de dano moral é R$ 150 mil.

A escritora enviou o livro à Globo em 2016, na esperança que fosse divulgado em algum programa da casa. O comprovante de envio foi guardado e faz parte do processo.

A primeira ação, dos ex-alunos de Aguinaldo Silva, começou com um único reclamante. Os demais, tudo indica, foram na "onda". Todos deveriam estar orgulhosos de terem seu nome todos as noites na Globo.

Só que agora todos terão de responder por uma grave acusação. A mesma que fizeram contra a emissora e o autor.

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook e site Ooops