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Boni: "O streaming substituiu a locadora de vídeo, não a TV"

Divulgação RedeTV
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, em entrevista a Mariana Godoy, na RedeTV Imagem: Divulgação RedeTV
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

2019-06-20T06:30:00

2019-06-21T09:28:53

20/06/2019 06h30Atualizada em 21/06/2019 09h28

Para José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, ex-todo poderoso da Globo até os anos 90, o anunciante hoje tem pouco ou nenhum interesse em anunciar para crianças.

Além da legislação vigente --que dificulta ao máximo a propaganda destinada ao público infantil--, Boni considera que, com a crise econômica atual, o poder de decisão de compra está nas mãos dos pais.

As crianças já meio que não "apitam nada, não têm tanto poder de convencimento e de compra.

Embora seja um conteúdo interessante comercialmente, porque criança é um público fiel, ele perdeu poder e espaço na TV, afirma ele.

Esse é um dos assuntos que Boni, aos 83 anos, vai falar hoje (21) à noite no programa "Mariana Godoy Entrevista", na RedeTV.

Hoje acionista e comandante da da TV Vanguarda (afiliada da Globo sediada no Vale do Paraíba, interior de SP), bilionário, Boni também foi recentemente nomeado para o conselho consultivo da TV Cultura.

"O que ela (Cultura) está fazendo no ar hoje é de altíssima qualidade, mas precisa se reinventar diante do novo mundo", disse a Mariana.

Para ele, as TVs estão assumindo uma estratégia errada por terem se assustado com a chegada das plataformas digitais.

Ele não crê que os serviços de streaming serão uma ameaça próxima às TVs.

"(O streaming) é o substituto da locadora de vídeo da esquina, não é o substituto da televisão".

A entrevista foi gravada em Osasco, na última segunda-feira (17).

Programa "Mariana Godoy Entrevista", na Rede TV, vai ao ar hoje às 23h.

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