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Telejornal da Globo em SP faz sucesso com galo que faz previsão do tempo

Carla Moreno, Tiago Rodrigues, o galinho do tempo, e Murilo Zara, da TV Globo em Presidente Prudente  - Reprodução Facebook-TV Fronteira
Carla Moreno, Tiago Rodrigues, o galinho do tempo, e Murilo Zara, da TV Globo em Presidente Prudente Imagem: Reprodução Facebook-TV Fronteira
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

01/09/2019 13h50

Começou com uma brincadeira didática de Tiago Rodrigues, o "moço da previsão do tempo" na TV Fronteira, afiliada da Globo em Presidente Prudente, interior de SP.

Dias atrás ele levou um "galinho do tempo" para o estúdio do "FN1", versão prudentina dos telejornais "SP1" ou "RJ1", por exemplo, e então explicou aos telespectadores como funciona esse foclórico bibelô —vendido há décadas em lojas de quinquilharias pelo mundo afora.

Geralmente feito em cerâmica, plástico ou até gesso, recoberto de substância química (baseada em silicato), o galinho ou galinha muda de cor de acordo com a umidade do ar e possibilidade de chuva ou de sol.

Se ele fica azul a previsão é de tempo ensolarado, quente ou sem chuvas. Se fica rosa, pode chover.

O que ninguém esperava era que o galinho faria tanto sucesso que virou um personagem quase fixo no telejornal da TV Fronteira.

E mais: despertou o saudosismo de telespectadores de toda a região de Prudente a tal ponto que agora muitos estão enviando e postando fotos de seus próprios galinhos para as redes sociais da emissora.

Outros exibem bibelôs mais "sofisticados" e que também fazem a "previsão do tempo", incluindo uma casinha em que a "menininha moradora" entra ou sai de de acordo com a possibilidade de chuva ou de sol

O assunto rendeu inclusive outras pautas, matérias com especialistas e é hoje um dos assuntos mais comentados da TV Fronteira, que pertence à família Lima.

Como funciona o galináceo meteorológico

Vale dizer que o famoso "galinho do tempo" não tem um princípio de funcionamento exato e tampouco faz previsões de tempo para além de algumas poucas horas.

Ele se baseia em princípios químicos que, basicamente, incluem a reação química e consequente mudança de coloração da substância que o reveste —tudo de acordo com a hidratação do ambiente, a temperatura momentânea e algumas outras variáveis.

Então, ele não está nem perto de ser um analista de meteorologia, mas também tem lá sua eficiência, além de ser fofinho.

Isso sem falar que o custo é muito menor. Se essa moda pega seria o fim das "moças e moços do tempo" na TV brasileira.

Brincadeirinha, gente.

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