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Ricardo Feltrin


Entrevista: "Sei muito bem quem sou na fila do pão", diz Chris Flores

Chris Flores agora faz "jornada dupla" no SBT: no "Fábrica de Casamentos" e no "Fofocalizando" - Arquivo Pessoal
Chris Flores agora faz "jornada dupla" no SBT: no "Fábrica de Casamentos" e no "Fofocalizando"
Imagem: Arquivo Pessoal
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

29/09/2019 00h18

Quando começou no jornalismo, por volta de 99, Chris Flores seria o que se chama de uma moça "nerd". Cabelo curtinho, óculos com lentes muito grossas, leitora voraz, perfeccionista, e que pouco falava na redação. Os colegas só a viam (e ouviam) dar risada das palhaçadas alheias.

Bonita, elegante, carismática, Chris tem um ótimo senso de humor. Sua risada é solta e contagia os ambientes.

Na infância estudou piano, instrumento que teve de vender para pagar as mensalidades da PUC-SP.

Aos 41 anos de idade, porém, está no melhor momento de sua carreira, o mais atarefado e também lucrativo. Pode comprar o piano que quiser.

Chris tem hoje cerca de 10 anunciantes fixos e privados, fora os constantes convites para estrelar e apresentar eventos, além de outros trabalhos publicitários e em redes sociais. Está muito bem, obrigada.

A jornalista faz atualmente "jornada dupla" no SBT: é uma das apresentadoras do reality "Fábrica de Casamentos" (ao lado de Carlos Bertolazzi, o programa começa a ter a 4ª temporada gravada em janeiro); e também é a mais nova ocupante do sofá do ainda instável programa vespertino "Fofocalizando".

A verdade é que a "nerd" Christiane Manolio Valladão Flores nunca foi tímida. De fato sempre foi exibida e amava microfones e palcos. Chegou a participar do lendário "Bambalalão", da TV Cultura.

No entanto, Chris diz que jamais pensou em ser apresentadora. Era, isso sim, entrevistadora. Na primeira vez que esteve frente a frente com Silvio Santos, diz que chegou a fazer xixi nas calças.

"Ainda bem que eu tava usando calça preta e ninguém notou. Hahahahaha!"

A jornalista e apresentadora garante não ter rancor da Record e muito pelo contrário. Foi a emissora que primeiro a descobriu, depois a descartou. Tem boas lembranças pelo que viveu lá.

Sobre o SBT, porém, não economiza palavras de amor: "Foi a TV que me abraçou quando eu pensei em desistir de ser apresentadora".

Casada, um filho, é modesta, mas não é tola de negar que seja uma celebridade de nível nacional.

"Sei muito bem quem sou na fila do pão", brinca.

Veja abaixo a entrevista exclusiva, feita por email. Daí os muitos "kkkkkk" que vão ver abaixo.

Quando você se formou em Jornalismo na PUC, em 98, algum momento podia imaginar que iria virar apresentadora de TV?

Chris Flores - Nunca! Eu amava ler, escrever, falar, me comunicar, e achava que ia trabalhar em jornal ou revista, que são minhas paixões.

A TV era muito distante pra mim. Mas, outro dia me peguei pensando que eu já tinha um talento embutido aqui e não sabia (kkkkkkk!)

Com um aninho eu ganhei um microfone de verdade, porque eu adorava subir na mesa de centro da sala de casa (era madeira mesmo, tá?; bem forte! hahaha!) e imitar a Rita Lee cantando e dançando.

Eu apresentava um programa imaginário com a Rita Lee, a Gretchen, as Chacretes, entrevistava pessoas... Sim, eu imitava a Gretchen e as Chacretes dançando. Até fui fazer balé com 3 anos porque amava dança.

Então hoje eu percebo que é algo que já estava dentro de mim, mas nunca dei bola. Outra curiosidade é que eu amava ser chamada para participar no palco quando tinha palhaço, mágico, em festa infantil. Nunca tive vergonha.

Meu auge foi quando participei ao vivo do "Bambalalão" (extinto programa infantil da TV Cultura) e não tive um pingo de medo das câmeras.

Comecemos a entrevista chutando balde. Seja sincera (como sempre) e me diga onde é melhor trabalhar: SBT ou Record?

Chris Flores - Não vai machucar o pé, hein?! Hahahaha... Pode parecer vaselina, mas não é. Juro! Você sabe que sou muito honesta. São dois lugares muito diferentes. A Record tem uma pegada mais jornalística, já o SBT é a casa do entretenimento, tem sido um aprendizado maravilhoso pra mim.

A Record foi a casa que me descobriu, que acreditou em mim quando nem eu sabia que podia, que me permitiu aprender e me tornar apresentadora, então tenho muita gratidão. Saí pela porta da frente, graças a Deus, sendo abraçada e elogiada pelos funcionários e direção da emissora no meu último dia.

Mas o SBT me abraçou num momento mais profundo na minha carreira, quando eu estava me perguntando se realmente tinha nascido para ser apresentadora, se tinha talento, se não era melhor desistir de tudo e sair da frente das câmeras de uma vez.

Mas o SBT acreditou em mim, me valorizou quando eu mais precisava, porque eu tava abalada psicologicamente; e me deu a oportunidade de me redescobrir. Foi como se eu começasse do zero. Tenho aprendido demais lá.

A direção da emissora é muito carinhosa comigo e me ensina muito sobre TV todos os dias.

O SBT é uma escola, e com o maior mestre, que é o Silvio. Ver o Silvio no palco é uma aula que não se aprende em escolas de jornalismo, rádio e TV, comunicação.

As pessoas não imaginam o respeito que o Silvio tem com o público, com as pessoas que participam do programa na plateia e no palco atrás das câmeras.

Ele passa nos camarins para agradecer a presença, fica quase uma hora brincando com a plateia para deixar as meninas alegres e bem à vontade. Ele cria um clima tão gostoso, uma intimidade com as colegas de trabalho que explica o sucesso que faz há décadas.

Eu tive a sorte de conhecer você em início da carreira, pois trabalhamos juntos (no jornal "Agora SP", do Grupo Folha, no início dos anos 2000). Parecia muito tímida, quietinha e não falava nada, só ria das bobagens alheias. Que transformação foi essa?

Chris Flores - Graças a Deus somos amigos há 20 anos (abafa o caso! Hahahaha!)

Aos poucos (como jornalista) aprendi que meu jeito leve, 'meigo' e doce pode ser usado a favor para ganhar o respeito do entrevistado e assim, conseguir tirar boas declarações e emoções. Claro que fazer programa ao vivo me ensinou demais.

Meu grande mestre na TV foi o Paulo Henrique Amorim, que me encorajou a ser no vídeo exatamente o que sou na vida, a encarar a câmera e conversar abertamente com quem está assistindo, a respeitar a inteligência do telespectador e a ser vaidosa para mostrar ao público que o cuidado com a imagem é um carinho com ele.

Ele também me ajudou como apresentador, sabia? Assim como a Lillian Witte Fibe, que me colocou imediatamente numa fonoaudióloga... rs...

Chris Flores - O Paulo também dava uma gargalhada gostosa e me incentivava a rir com ele. Ah, ainda continuo rindo das bobagens alheias porque enxergo a vida mais leve!

Você durante anos trabalhou cobrindo o mundo dos famosos. Hoje os jornalistas cobrem sua vida. Qual o ponto positivo e negativo de cada uma dessas fases?

Chris Flores - O ponto positivo é que eu consigo entender as "dores e delícias" dos dois lados. Eu sei as necessidades e angústias tanto dos artistas quanto dos jornalistas.

Pelos meus colegas de trabalho tenho um respeito enorme. Nunca me neguei a dar entrevista ou me recusei a responder uma pergunta sequer. E muito menos desprezei colegas em porta de evento. Porque já estive de outro lado do balcão e fui desrespeitada.

Então sei como é difícil (fazer jornalismo de celebridades). Tem artistas ou eventos que chamam o jornalista para cobrir e não dão um copo de água, um café. É lamentável!

Querem divulgação, mas não devolvem o mesmo profissionalismo. Agora, o duro mesmo é lidar com curiosos se passando por profissionais e cometendo erros ou propagando "fake news" a serviço de alguém ou de si mesmos.

Como sou jornalista sei bem quando alguém está fazendo uma reportagem de verdade e quando alguém está querendo apenas te derrubar por derrubar, ou para tentar ajudar outra pessoa.

Eu lido muito bem com críticas, inclusive vou me transformando graças a elas, mas, para a falta de caráter, tenho tolerância zero.

Cancelo a pessoa da minha vida. Não desejo mal, ao contrário, quero que faça muito sucesso, seja feliz, mas também me esqueça e fique longe, por favor! Hahahaha!!

Como você lida com o assédio nas ruas? Você consegue ir a um shopping, restaurante, loja sem que venha gente pedir selfie ou autógrafo?

Chris Flores - Eu AMO o contato com as pessoas. Eu passo para as pessoas uma intimidade no vídeo que faz com que elas cheguem e já venham me abraçar, beijar, pegar. Tudo com muito respeito, sempre.

E eu retribuo porque gosto dessa troca de energia. Tiro quantas fotos forem necessárias, paro de comer no meio da refeição e atendo as pessoas, até no banheiro já fiz selfie kkkkkkkk... não no 'trono', né? Lavando a mão, tá?! Hahahahahaha...

Pensa comigo, aquela pessoa saiu da zona de conforto dela, tomou coragem para falar comigo, talvez seja a única vez que vai me ver, e eu não vou dar atenção sendo que ela está demonstrando afeto? Seria desumano!

Eu vou a todos esses lugares e muitos mais. Feira de rua, por exemplo. Pego metrô. Não furo fila. O que me diferencia dos outros? Nada! Eu estou apresentadora de TV, mas isso não me dá o direito de ser melhor que ninguém.

Eu vi uma pesquisa qualitativa uma vez que apontava que você tem um enorme público, talvez o maior de todos, entre mães e vovós. Em seguida há crianças. Só então vinham os homens, e ainda assim esses apontavam gostar de você por sua beleza, mais que o trabalho ? Como acha que acabou criando esse público? Isso vem da Record?

Chris Flores - De fato as mães e as vovós ainda são muito queridas comigo e eram minha principal audiência, mas o perfil do meu público rejuvenesceu, graças às redes sociais e ao Fábrica de Casamentos.

Hoje, 80% das mulheres que me acompanham têm entre 18 e 44 anos. O 'Fábrica' é um programa que a família toda assiste, não existe constrangimento em ver com os filhos e com os avós junto, e os homens também adoram.

As crianças ficam muito felizes e emocionadas quando me conhecem, é muito lindo. Mexe demais com o imaginário e com o sonho delas.

Eu acho que existe uma identificação com quem eu sou: uma mulher comum e possível. Possível no sentido de ser acessível, de estar de igual por igual com elas, de ser o que elas podem ser.

Eu não sou um ícone de beleza, não fui parar na TV por conta do físico, mas as pessoas reconhecem minha mudança de visual como algo bacana e possível.

Não fiz plástica, não gastei uma fortuna. Só fiz, digamos, adequações de estilo. Hahahahaha!

Isso é possível para todas as mulheres. Não é questão de dinheiro, é entender seu corpo, as possibilidades e se sentir mais confiante com as mudanças.

Meu estilo de vida é simples porque gosto assim, sou assim. Sou uma mulher que tem suas funções em casa, como mãe, e gosta de trocar experiências. Não finjo uma personagem para fazer 'post'.

Sou acima de tudo aquela que incentiva as outras a terem suas vidas próprias, que acredita no estudo, na informação e no conhecimento como as melhores armas para a autoestima.

Eu sei quem sou na fila do pão, não tenho vergonha nem me acho melhor ou pior, apenas aceito o que sou e entendo e admiro o que os outros são. Não quero ser igual a alguém, quero ser o melhor que eu posso ser. Tem espaço para todo mundo.

O que você tá fazendo no "Fofocalizando"? Quem teve a ideia?

Chris Flores - Estou amando, mesmo! Olha que bacana: sou contratada pela 2ª TV mais importante do país, estou no ar, faço um programa que é um sucesso de crítica e público, estou vivendo um grande momento comercial contratada por marcas consagradas e ainda sou chamada para ajudar num programa que é uma criação do meu patrão.

Tenho ou não tenho motivos para comemorar?

Vejo essa missão como um reconhecimento do meu trabalho. Eu acredito que faltava um perfil como o meu no "Fofocalizando": dona de casa, que se diverte com tudo, que gosta e entende de fofoca e se dá bem com todos os integrantes do programa.

O clima nos bastidores é leve, gostoso, divertido e é isso que estamos levando ao ar. É um novo 'Fofocalizando'. Um programa mais leve, com notícias de celebridades misturadas ao entretenimento que é a marca registrada da emissora.

A audiência já está percebendo e respondendo positivamente. Vivemos um dia de cada vez. Destruir é fácil, construir é difícil, e reconstruir é ainda mais.

De coração, espero ajudar. Não por mim, mas pela Lívia, pelo Leo, pelo Leão, pelo Décio e por toda a equipe envolvida que merece e é da melhor qualidade. Eles realmente merecem ter paz.

Vocês estão indo pra 4ª temporada do "Fábrica de Casamentos", o programa é um sucesso, vice-líder isolado no ibope em todo o país. Queria te perguntar se seu casamento também é um sucesso. Além de casada, você e seu marido (o fotógrafo Ricardo Corrêa) trabalham juntos. Você sabe que isso é raro em qualquer profissão...

Chris Flores - Muito raro! Mas acho que vem dando certo kkkkkkkkk... 15 anos é um bom número, né? O Ricardo é a pessoa mais honesta que conheço. Com os outros e com ele próprio.

É muito sincero, até demais kkkkkkk... mas isso faz com que eu saiba exatamente o que ele é e o que pensa. Sei quem é a pessoa que está ao meu lado. E ao lado mesmo. Porque em casa nós acreditamos na igualdade de gêneros. Ele tem orgulho de mim, e eu dele.

Isso é fundamental numa relação. Você precisa admirar a pessoa que está com você. Formamos uma boa dupla na vida pessoal e na produtora de conteúdo que temos juntos. Claro que não somos perfeitos, temos nossas questões, brigamos, mas sabemos que nos amamos.

E amor é algo que pressupõe paciência, respeito. Estamos juntos porque queremos. Nada nos prende, é só o amor mesmo.

As vantagens de se trabalhar junto é que cada um sabe o limite e as competências do outro, podemos passar mais tempo juntos e temos objetivos em comum, fundamental para um casal.

E como dá para conciliar "Fofocalizando", "Fábrica", gravações, campanhas e a maternidade? Seu filho não reclama de vocês trabalharem tanto?

Chris Flores - Ufa! Não sei como tô viva! KKKKK! Eu amo ter bastante coisa para fazer! São dois programas que me dão muito prazer, mesmo numa rotina puxada. O pior cansaço é quando você está infeliz, nada rende, tudo te derruba.

Tenho contrato publicitário com mais de 10 empresas e todas são muito generosas comigo. Gostam exatamente do meu perfil de mãe, mulher que trabalha fora, mulher casada e que prioriza a família.

Respeitam demais quando digo que não posso em determinada data porque tenho um compromisso com meu filho. Eles sabem que isso é minha verdade, não faço uma personagem para fechar campanha.

Ah, e ainda sou dona de casa, viu?! Cozinho, lavo, faxino, sou mil e uma utilidades hahahaha...

Meu filho sempre foi e sempre será prioridade. E ele sabe que trabalhar é importante e necessário para mim. Que me torno uma pessoa melhor e portanto, uma mãe melhor.

Acordo bem cedo todos os dias para levá-lo na escola, no mínimo faço café da manhã e jantar pra ele. Só não levo na escola se tiver um trabalho que não tenha jeito. Mas, procuro marcar os compromissos para depois. Não somos de sair à noite, de badalar por aí.

A gente é bem caseiro e unido, faz tudo junto. E isso não é um problema para nós, ao contrário. Ele já está mocinho e também acha o máximo ter uma vida mais independente. Certamente dá graças a Deus muitas vezes por ficar sozinho podendo jogar videogame sem a mãe pedindo para parar! Hahahahaha!

Mas a verdade é que ele demanda menos de mim hoje. Sò que a adolescência requer muita proximidade sem parecer que você está na cola. Conversamos demais, sobre todos os assuntos. Em casa não tem tabu. Jogo aberto.

A gente fala sobre política todos os dias no jantar, por exemplo. Ajudar na formação de caráter dele é o maior legado que posso deixar.

Seja sincera: deve ter muuuuita gente chata e pidoncha que é só te encontrar que já deve começar a ladainha para vocês fazerem o casamento da filha, enteada, nora, filho, cunhado. É ou não é, Chris? (rs)

Chris Flores - Kkkkkkkk! Eu tô tipo Santo Antônio... Daqui a pouco me colocam de cabeça pra baixo! Onde vou alguém me pede para ajudar a casar! Não tem um dia sequer em que eu coloque os pés para fora de casa e que isso não aconteça. Eu também acho o máximo!

Isso significa que o programa é um sucesso, que as pessoas acreditam nele, na nossa equipe e no amor.

Só na temporada passada, tivemos mais de 300 mil inscrições no site do SBT. É um programa que mexe com os sonhos, com a oficialização de um amor, de uma família.

Tem muitos casais que estão morando juntos há anos, têm filhos, mas sentem falta de oficializar, de fazer uma festa e comemorar. Sempre digo: casar vale a pena!

Ah, mas e se depois não der certo? A única certeza na vida é que a gente vai morrer, se for por essa lógica, vamos ficar de braços cruzados esperando a morte.

Não! Casa e, se não der certo, separa. Mas, comemore aquela relação, aquele amor.

Não deixe de celebrar a vida porque algo de ruim já aconteceu ou pode acontecer. Não tem idade, não tem momento certo. O casamento tem que acontecer quando o casal quiser e tiver condição de realizar a cerimônia e a festa.

Casar é caro, por mais simples que seja, e não pode ser uma dívida eterna porque isso sim acaba com o casamento.

Eu sei que você passa uma imagem de boa moça, tem bom coração, amável, fofa e coisa e tal? Mas, duvido que você lá no fundo, beeeem no fundo você não lembre da Record às vezes e pense: "Não me quiseram, né? Tomem! São 3º lugar no Ibope! Bwahahaha!"

Chris Flores - Hahahahaha! Você não existe!!!! Eu juro pra você que não guardo mágoa ou rancor nem nada.

A gente precisa estar em constante movimento. Se a gente não muda, não evolui, e aí alguém faz isso por você.

Tem situações que são impostas, que naquele momento você se sente mal e acha que tudo acabou, mas depois descobre que foi um livramento para que existisse um recomeço.

Você não entende o motivo daquilo estar acontecendo, mas existe um, e você só vai entender lá na frente. A gente não tem que buscar culpados nem se culpar, temos que buscar respostas de como melhorar para seguir em frente.

Tirar uma lição do episódio para que a gente cresça como ser humano. Se a gente evolui como ser humano, o profissional vem junto. Eu acredito que a evolução só acontece pela caridade, pela ajuda ao próximo. Isso implica em não sentir ódio, rancor, mágoa.

Sei que é difícil, mas são sentimentos que só fazem mal a nós mesmos. Isso nos prende ao passado e eu gosto de viver o presente. Não sou de pensar no futuro, quem só vive de planos não enxerga as belezas do que vivemos hoje.

Eu tento viver o melhor hoje para colher o melhor depois. O meu hoje é no SBT e visto a camisa. Meu empenho, minha torcida e meu coração estão no time Silvio Santos.

Não desejo mal aos concorrentes, até porque o mercado é pequeno e quero que tenha emprego para todos os colegas que trabalham na frente e atrás das câmeras.

Mas, na TV, precisamos de audiência e vou dar o meu melhor para garantir o segundo lugar de olho. Mas tô de olho no primeiro! Kkkkkkkk...

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