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Após crise, cortes e demissões, SBT volta a conversar com Disney

Logo do "Mundo Disney", faixa matinal e diária da Disney exibida pelo SBT entre 2015 e 2018 - Divulgação
Logo do "Mundo Disney", faixa matinal e diária da Disney exibida pelo SBT entre 2015 e 2018 Imagem: Divulgação
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

24/10/2019 06h03

Ainda é tudo incipiente, as conversas têm sido informais, mas a coluna apurou que SBT e The Walt Disney Company voltaram a conversar sobre uma possível retomada de parceria.

Por três anos, entre 2015 e 2018, SBT e Disney mantiveram uma parceria nas manhãs da emissora.

Com o "Mundo Disney", o conglomerado norte-americano pagava algumas dezenas de milhões de reais anuais a Silvio Santos e, em troca, exibia um pacote de duas horas diárias de desenhos e seriados.

Nos intervalos do "Mundo Disney" os americanos ocupavam divulgando outros de seus conteúdos. SBT e Disney chegaram a produzir uma série adolescente em conjunto, a "Z4". Mas um mês depois da exibição a parceria foi desfeita.

Nos últimos dias o SBT (e o Grupo Silvio Santos) vem promovendo um enxugamento de custos, gastos e cargos. Estima-se que até 150 pessoas poderão perder seus empregos, inclusive na área de jornalismo, que é quem hoje ocupa boa parte das manhãs;

No entanto a coluna apurou que, pelo andar das atuais conversas, ao menos uma hora diária da Disney seria exibida no "prime time" (horário nobre).

A grande vantagem é que esse tipo de acordo não tem custos de produção para o SBT. A Disney decide o que e quando vai exibir, ocupa a grade como lhe aprouver e em troca dá dinheiro líquido ao SBT.

Guardadas as devidas proporções e qualidade do que é exibido, é o mesmo que outras emissoras de TV fazem com igrejas: alugam horários.

Havia problemas evidentes na parceria Disney-SBT. Entre outros, por algum tempo a Disney manteve parceria ao mesmo tempo com a Globo e cedia a ela seus melhores seriados; havia também uma certa inconstância nos seriados exibidos.

De qualquer forma, um conteúdo de altíssimo nível para a TV de qualquer país.

Nunca foi revelado o valor do contrato, mas estimativas variavam de R$ 50 milhões a R$ 70 milhões anuais.

O fim do contrato em meados 2018, portanto, fez com que o SBT tenha deixado de receber muitos milhões.

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