PUBLICIDADE
Topo

Coluna

Ricardo Feltrin


Justiça nega "sigilo" em processo de banco contra Rodrigo Bocardi

Rodrigo Bocardi, âncora do "Bom Dia, São Paulo", da Globo - Reprodução/TV Globo
Rodrigo Bocardi, âncora do "Bom Dia, São Paulo", da Globo Imagem: Reprodução/TV Globo
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

04/12/2019 06h12

A juíza Fabiana Feher Recasens, da 1ª Vara Cível de São Paulo, negou um pedido feito durante o processo movido pelo banco Itaú contra o jornalista e apresentador Rodrigo Bocardi, da Globo. Ele foi processado e condenado a pagar mais de R$ 580 mil ao banco, conforme o UOL publicou ontem com exclusividade.

Durante o processo foi pedido —pelo banco— que o processo corresse em segredo de Justiça.

Esta coluna publicou incorretamente em sua versão original que, quem pediu o sigilo, fora a defesa de Bocardi. Na verdade, o pedido foi feito pelos advogados do banco (leia erramos abaixo).

A alegação do banco para o pedido de sigilo foi que Bocardi é profissional de notoriedade com centenas de milhares de seguidores em suas redes sociais. Daí que seria justo sigilo para preservar sua imagem.

O Itaú iniciou o processo em agosto, e Bocardi reconheceu a dívida, a princípio.

Ele chegou a concordar em pagá-la em 36 parcelas. No entanto, não cumpriu o acordo e o banco voltou à carga judicial.

A Justiça confirmou a dívida e o âncora do "Bom Dia São Paulo", da Globo, fez um acordo para pagar o débito em três vezes.

Na última segunda-feira, 13h52, a juíza deu o veredito:

"À vista do disposto no art. 11 do CPC e não se enquadrando a demanda nas hipóteses do art. 189, do mesmo diploma legal, INDEFIRO a tramitação sob 'segredo de justiça'. No mais, cumpra-se a sentença."

Bocardi terá de pagar três parcelas de cerca de R$ 195 mil ao Itaú.

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook e site Ooops

Errata: o texto foi atualizado
Diferentemente do que foi publicado neste texto originalmente, quem pediu o sigilo no processo foram os advogados do banco Itaú, e não do apresentador. O banco considerou que, por ser pessoa com notoriedade, que seria justo que o processo corresse em sigilo. A juíza do caso, no entanto, negou. O texto foi corrigido.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Ricardo Feltrin