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Ricardo Feltrin


Justiça bloqueia cachê de Beth Szafir por dívida de marido morto

Beth Szafir  - Ricky Hiraoka/UOL
Beth Szafir Imagem: Ricky Hiraoka/UOL
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

31/01/2020 00h18

Resumo da notícia

  • Mãe de Luciano Szafir está sendo cobrada em R$ 158 mil
  • Dívida foi feita pelo marido, que morreu em 2017 de câncer
  • Empresa foi à Justiça para responsabilizá-la pelo débito
  • Justiça determinou o bloqueio de seu cachê em um reality show
  • Programa nem tem data de estreia e ela nem tem cachê ainda

A Justiça de São Paulo determinou a penhora do cachê de Beth Szafir no reality "Os Szafirs", que deve ir ao ar no segundo semestre no canal E! Entertainment.

A dívida é estimada em R$ 158 mil,e teria sido contraída em 2012 pelo marido de Beth, Gabriel, já morto.

Há três problemas com a ação, segundo a coluna apurou:

1 - Como já dito acima, a dívida não foi feita por Beth, mas por seu marido (Gabriel Szafir), que morreu de câncer em setembro de 2017, aos 83 anos. Beth não respondia pela empresa do marido.

2 - A mãe do ator Luciano Szafir não recebeu nenhum cachê até agora, porque o reality show nem sequer começou a ser gravado e não tem data de estreia prevista (talvez no segundo semestre).

Como a Justiça já tomou uma decisão tão antecipadamente, isso permite a ele, por exemplo, decidir receber um cachê simbólico e deixar que a maior parte do bolo fique com o resto da família.

3 - A Justiça cometeu uma outra "barbeiragem" no processo: notificou o canal E! "determinando" que ele cumprisse sua ordem de penhora do "cachê".

Só que o E! não pagou e não pagará nenhum cachê à mãe de Luciano Szafir.

O canal compra o formato pronto e paga apenas à produtora.

A notificação, portanto, deveria ter sido enviada para a produtora do reality, a Medialand, e não para o E!

A dívida foi contraída por Gabriel Szafir em 2012 no banco Itaú no montante de R$ 60.816,00 (o valor de R$ 158 mil se deve a sua atualização).

Anos depois o banco, sem ter conseguido recebê-la, "vendeu" (ou repassou) a dívida a uma espécie de "seguradora" de débitos, que por sua vez entrou com processo pela penhora do cachê de Beth.

Cachê, repito, que nem sequer existe ainda.

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