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"Fico triste com essa guerra judicial", diz melhor amigo de Gugu

Homero Salles e Gugu Liberato - Arquivo pessoal
Homero Salles e Gugu Liberato Imagem: Arquivo pessoal
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

04/02/2020 00h36

Homero Salles foi escudeiro de Gugu Liberato por mais de de 35 anos. É gestor da produtora GGP, de Gugu e também melhor amigo do ex-apresentador do SBT e da Record.

Gugu morreu no final do ano passado num acidente doméstico, e Orlando, EUA, e deixou um imenso vazio na TV e no coração de Homero.

Pior, a angústia do novo vice-presidente artístico da RedeTV continua após a morte do amigo, com quem viajou anos pelo mundo todo.

Não só pela falta que Gugu lhe faz, mas por estar assistindo a uma espécie de pugilato judicial que se transformou a disputa pelo espólio do ex-apresentador.

Gugu deixou um testamento assinado em 2011, no qual deixou 75% de sua fortuna para os três filhos (duas garotas e um rapaz). Os demais 25% deveriam ser divididos entre os sobrinhos.

Para Rose Miriam di Matteo, mãe de seus três filhos, o apresentador não deixou um centavo.

Rose está movendo uma ação judicial para que a união entre ambos —ela e Gugu— seja reconhecida como estável.

Em caso de vitória ela pode ficar com mais de 50% da herança. Ela afirma que só quer provar seu direito e que, caso ganhe, todo o dinheiro será dividido com os filhos.

Até antes de morte de Gugu ela era chamada de companheira, de mulher de Gugu. Agora a viúva é tratada pela família do apresentador como nada.

Homero Salles está arrasado com tudo isso.

"Estou extremamente triste com a possibilidade com a possibilidade de disputas judiciais, pois isso põe em risco e deprecia o legado de Gugu como um todo —moral e financeiro", afirma Homero.

À coluna ele diz não ser sócio da produtora GGP, mas apenas gestor. Cargo que vai acumular com o novo cargo executivo na RedeTV.

"Enquanto tiver contratos com a GGP, como o atual com a produtora Floresta, vai entrar renda para o espólio, valorizando a empresa e preservando o patrimônio deixado por Gugu."

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Ricardo Feltrin