PUBLICIDADE
Topo

Canais pagos já têm data para fechar os sinais; veja quando

"A Verdade Por Trás do Homem na Lua", série do canal Discovery Science - Nasa
"A Verdade Por Trás do Homem na Lua", série do canal Discovery Science Imagem: Nasa
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

28/04/2020 09h09

A alegria e uma das principais fontes de lazer de milhões de brasileiros em confinamento devido à pandemia de coronavírus já têm uma data prevista para acabar.

Desde o mês passado boa parte dos canais pagos, inclusive alguns premium ou de opções especiais, estavam abertos para os assinantes de pacotes mais básicos.

Foi uma forma que operadoras e canais encontraram em apoiar a campanha #FiqueEmCasa.

Resumindo: quem tinha pacotes mais simples passou o último mês com acesso a canais especiais como os do Grupo Discovery (Theater, World, Science etc.), o H2 (History), o TNT Séries, Lifetime, Paramount, GloboNews e CNN, entre outros.

Mas, essa gentileza já tem data para acabar: às 23h59 do dia 10 de maio, domingo.

Essa é a data limite para o corte dos canais e a volta dos pacotes ao normal..

Alguns canais, inclusive já se apressaram e cortaram a gratuidade. Os primeiros foram os da família HBO e os Telecine.

O Sexy Hot, que também entrou na campanha Fique Em Casa e liberou 10 filmes eróticos de seu acervo no mês passado, também já encerrou a "promoção".

Setor em crise

A TV paga vem enfrentando uma perda sistemática de assinantes desde o final de 2014, após a Copa do Mundo no Brasil.

No final daquele ano, o serviço beliscou o recorde de 20 milhões de assinantes no país. Hoje eles são pouco mais de 15 milhões.

E o setor continua enfrentando uma concorrência fortíssima de outras opções, como a implantação da TV digital no país (aberta), e a própria internet, com suas muitas opções de streaming.

Mas o pior "concorrente" da TV por assinatura do país é justamente o mais criminoso: a explosão da pirataria por meio de equipamentos disfarçados de boxes (caixas) inocentes de sintonia de canais.

Vendidos inclusive em grandes redes de varejo e de forma indiscriminada em redes como o Facebook, basta um pequeno e simples upgrade nessas "caixas" para que elas se tornem aparelhos para piratear canais da TV paga —inclusive os Premiere, adultos, premium etc.

Com a explosão da venda indiscriminada desses aparelhos, o número de pontos piratas de TV paga no país já deve estar (numa estimativa conservadora) em 4 milhões. .

Não há mesmo setor que resista a uma concorrência tão desleal: aquela que vende um produto (caixa) que dá acesso ao produto alheio (canais, conteúdo) sem custo nenhum.

Ricardo Feltrin no Twitter, Facebook, Instagram e site Ooops

Ricardo Feltrin