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Após PJs, Band estuda corte de 25% nos salários também de CLTs

Johnny Saad, presidente do Grupo Band - Divulgação/Band
Johnny Saad, presidente do Grupo Band Imagem: Divulgação/Band
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

02/05/2020 09h18

Enfrentando uma grave crise financeira e duramente afetada pela queda de receitas devido à pandemia de coronavírus, a Band segue fazendo malabarismo para fechar suas contas e pagar tanto os funcionários como as dívidas.

Depois de cortar 25% do pagamento de quase todos os contratados em regime de PJ (pessoa jurídica) que ganham acima de R$ 10 mil, a emissora estuda agora também reduzir os pagamentos dos funcionários em regime de CLT (carteira assinada).

A coluna conversou com dois funcionários da casa que, sob anonimato, confirmaram que a medida está em estudo.

Porém, ambos disseram que ainda não há consenso se isso irá de fato ocorrer, tampouco se haverá uma faixa salarial isenta do corte.

Assim como no caso dos PJs, o corte, se for mesmo decidido, será temporário e a fatia não será devolvida posteriormente.

Se por um lado a Band tem sido uma das emissoras mais eficientes na proteção de seus funcionários contra o coronavírus (só 1 caso na redação até o momento), por outro lado tem sido uma das mais atingidas pela suspensão e até desistência de gastos por parte de anunciantes.

Segundo esta coluna apurou, somente uma empresa, a Marabraz, suspendeu investimentos publicitários estimados em R$ 30 milhões. Trata-se de um dos maiores anunciantes da Band.

Seus programas também veem uma queda vertiginosa nas ações de "merchandising".

Por fim, igreja como a Internacional da Graça, que há décadas ocupa horário na grade da emissora, também se diz em dificuldade financeira e tenta renegociar os valores do "aluguel" de horário.

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