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TV paga exibe hoje doloroso documentário sobre Eric Clapton

Eric Clapton no Royal Albert Hall, Londres, em 2010 - Chris Jackson/Getty Images
Eric Clapton no Royal Albert Hall, Londres, em 2010 Imagem: Chris Jackson/Getty Images
Ricardo Feltrin

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

Colunista do UOL

06/05/2020 00h09

O canal Bis exibe hoje às 10h um dos documentários mais pungentes e dolorosos da história do rock: "Eric Clapton: Life in 12 Bars" (Eric Clapton: Vida em 12 Compassos").

Lançado em 2017, dirigido pela norte-americana Lili Zanuck, o filme expõe em duas horas e 15 minutos toda a genialidade, loucura, vícios, caos, paixões e redenção de Eric Patrick Clapton, britânico nascido 75 anos atrás.

Antes da glória e de ser eleito em 2011 como o 2º melhor guitarrista de todos os tempos (atrás de Jimi Hendrix e à frente de Jimmy Page), Clapton teve uma típica carreira perturbada, cheia de violência, sexo, drogas e álcool.

Boa parte das imagens do filme já havia sido relatada em texto pelo próprio guitarrista, em biografia lançada no Brasil em 2014 (ed. Planeta, R$ 70 em média o livro em papel).

A carreira do artista é contada no filme em ordem cronológica desde sua estreia nos palcos em 1962, na banda amadora The Roosters.

Brilhante, virtuoso, chamou a atenção de todos imediatamente, e um ano depois já estava na relativamente já famosa banda Yardbirds.

Era tão genial que três anos depois de estrear já tinha um fã britânico que pichou num muro de Londres: "Clapton É Deus".

Muita droga e muito rock´n´roll

Como quase todas as estrelas dos anos 60 e 70, o peso da fama vergou Clapton, que afundou no álcool, na cocaína, depois na heroína, voltou para a cocaína e por fim aportou novamente em garrafas e mais garrafas de conhaque.

Assim como Ozzy Osborne copiaria anos depois, Clatpton era obcecado pelo conhaque francês Courvoisier (hoje pertence à japonesa Suntory).

E, assim como o destrambelhado vocalista do Black Sabbath, também conseguia beber várias garrafas por dia. A primeira sempre até 10h.

Embora existam guitarristas muito mais velozes e mais versáteis do ponto de vista de estilos, Clapton tem um talento único, que é uma espécie de "assombroso mimetismo": escolhe as notas e acordes exatos, inesperados, todos lindos e jamais faz solos repetidos.

Desde o início de sua carreira, tudo parece sempre novo e fresco.

Para quem decidir assistir ao filme na manhã desta quarta-feira (06), a coluna sugere separar uma caixa de lenços.

O guitarrista liberou (muitas) imagens e gravações com Conor, filho de 4 anos que ele perdeu num trágico acidente numa manhã de março de 1991.

O garotinho caiu por uma janela mal "posicionada" num quarto do 53º andar do edifício Galleria, na East 57th Street, em Nova York.

Na noite anterior Eric e Conor haviam ido ao circo.

No dia da tragédia, o músico se preparava para ir buscá-lo, pois iriam almoçar juntos.

Exatamente nove meses após a morte devastadora do filho, nasceria outro "ser" de suas mãos: a música "Tears In Heaven".

Filme: Eric Clapton: Vida em 12 Compassos"
Duração: 135 minutos
Onde: Canal Bis (Grupo Globo)
Quando: Hoje, 10h

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Ricardo Feltrin